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Hishoku no Sora
I'm gonna fly like a bird through the night

It's Showtime
"Miss Lacus's strengths are always going to be needed by everyone. She's strong, beautiful, and kind. I'm just Meer. Nobody really needs me."
Meer Campbell

The Diva
Kawasumi Shana. 25 anos, somando +1 todo dia 07 de Fevereiro. Aquariana. Adoro música, mangás, animes, filmes e livros. Odeio insetos, injeções e filmes de terror, sou criativa e contraditória, possivelmente tenho um parafuso a menos - mas juro que sou legal. Ou não. more?

Encore





Goodbye Stage

 
Hishoku no Sora
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Mundo Expandido
25.2.13 • 0 ComentáriosPermalink

Voltei pra essa cidade, depois de três meses. E, no entando, preferia nunca ter voltado. Talvez o problema não seja a cidade, na verdade, mas a situação na qual me encontro: voltei pra cá sozinha, e me deparei com a dispensa vazia e meu guarda-roupa arruinado por uma infestação de ratos.
Moral da história: não consigo dormir.
Eu sei que tem certas coisas que a gente precisa aprender a engolir. Que a vida tem dessas provações, que é tudo em prol do futuro lindo e feliz que eu escolhi, que a faculdade é o máximo e que a cidade pacata do interior faz bem pra alma. Mas, mesmo depois de um ano inteiro, eu continuo me sentindo uma completa intrusa nesse lugar. Eu não pertenço a essa casa, a essa vida, a essa coisa que eu me tornei. Eu sou uma personagem que pulou das páginas e voltou pro livro errado: não me encaixo nessa história, no fim das contas.
Não me entendam mal: morar fora é maravilhoso, em muitos pontos. Você aprende, cresce e aparece, e é mais do que uma mera história pra contar pros filhos daqui alguns anos, é encontrar em si mesmo um novo ser. Fazer faculdade fora, então, é duplamente maravilhoso. Você finalmente se dá conta que seu cordão umbilical foi cortado, e que é um ser completamente independente dos seus pais, da sua casa, do mundinho no qual você costumava viver até agora. O mundo se expande, a vida bate na sua porta e te convida a passear pelos caminhos mais inesperados.
Só que, nessa afobação de faculdade, vida nova, novos amigos e descobertas, a gente esquece que não é de ferro... Que dentro desse universitário empolgado com a expansão do seu mundinho pra universo existe uma criança, insegura e cheia de dúvidas, e que uma hora ou outra ela vai te puxar pelo colarinho e dizer: oi, eu ainda estou aqui. E é em momentos como esse que você perde o sono, o apetite, sua cabeça gira e seu coração aperta. Eu não quero sair da minha casa, eu não quero ficar longe dos meus pais, e não quero saber que tudo o que eu mais amo e sempre esteve comigo está a 7 horas de mim. E o pior de tudo é que não tem pra onde correr: esse é o seu mundo agora, o mundo que virou universo e, de repente, você percebe que é pequeno demais pra ele. Já passou das duas da manhã, e eu levanto as 6h pra ir pra faculdade. Minha cabeça dói, meus olhos ardem, meu corpo pede por descanso, mas não consigo fechar os olhos. Quero sair dessa casa e quero agora, quero que alguém me abrace e me diga que está tudo bem. Agora. Nesse instante, já. Acho que é a primeira vez que sinto tanto medo em anos, e eu realmente, realmente não sei lidar com isso, nem um pouco.
Sei lá. Eu só queria dormir. E, quem sabe, sonhar um pouco...

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