let's be cool
Saudações, visitante! Neste momento, você se encontra no Hishoku no Sora, um blog pessoal sem fins lucrativos. Aqui se fala de tudo um pouco, então fique à vontade!
A versão atual é inspirada na música "Afraid to be Cool", ilustrada por Jimin e Jungkook (BTS, War of Wormone).

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Kawasumi Shana, 24 anos e contando +1 todo dia 7 de fevereiro - logo, sou toda aquariana. Adoro música, mangás, animes, filmes e livros. Odeio insetos, injeções e filmes de terror, sou criativa e contraditória, possivelmente tenho um parafuso a menos - mas juro que sou legal. Ou não. more?

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Causos de psicólogo
Que é senso comum no mundo que psicólogo lê a mente alheia e resolve seus problemas em questão de minutos, todo mundo sabe. Isso não é verdade nem de longe (bem queria eu vasculhar os pensamentos daquele boy magia), mas também não impede que as pessoas usem e abusem da nossa boa vontade. E dizer que você ainda é estudante de graduação e não manja nada de nada não quer dizer muita coisa também. Pois bem, tá na hora de tocar o terror.
Bom, eu estava lendo esses dias a um post do blog da Thay, e ela estava ali compartilhando uns momentos cômicos do dia-a-dia no escritório onde ela trabalha, e aí pensei: por que não?  E daí cá estou eu. Apesar de só estar no meio da minha graduação, já passei por poucas e boas, e achei que ia ser divertido compartilhar algumas das minhas histórias de boteco com vocês, além de algumas situações corriqueiras que todo estudante de psico/psicólogo já teve a oportunidade de passar.


Silêncio Total
Não sei se vocês já tentaram, mas se quiserem que um ambiente descontraído entre em completo silêncio, é só dizer que tem um psicólogo no recinto. Nem precisa ter diploma: todo mundo fecha a boca como se fosse questão de vida ou morte. Se você não entendeu, é só ler de novo o trecho acima sobre "ler mentes" e "analisar pessoas" que fica bem claro. Aconteceu comigo uma série de vezes, a primeira quando fui encontrar com os colegas do ensino médio e chegamos naquele momento do "mas e aí, o que você foi fazer depois da escola?" e eu disse que cursava psicologia. Passado um minuto de silêncio na mesa, mencionei que ainda não tinha aprendido a fazer análises e, misteriosamente, o assunto voltou a rolar solto.
Sério, gente. Você já viu um arquiteto ou professor opinando na planta da sua casa ou na educação dos seus filhos num almoço em família? Não? Pois é, e não vou te analisar, meu bem. A menos que você me pague. Aí a história é outra.
... Mas na verdade nem assim, porque é anti-ético trabalhar com alguém que você conhece previamente. Ou seja: não vou te analisar nem que você me pague. Relaxe.


Terapia de Busão
Certa vez, quando eu ainda morava na casa da minha avó - ou seja, longe da faculdade -, eu estava sentada no ônibus quando, por algum motivo x que me foge da memória, uma moça, que deveria ser no máximo uns 3 ou 4 anos mais velha que eu, puxou conversa. Comentou que estava voltando da faculdade e perguntou se eu também, e aí sempre rola o famoso "Mas então, o que você faz?" e eu, inocente e honesta como uma criancinha, respondi que estudava psicologia.
Batata.
A moça pulou do banco dela e sentou do meu lado, e começou a sessão de terapia - lembrando que eu estava totalmente despreparada. Ela me contou que tinha engravidado de um namorado, mas acabou não dando certo. Mas como a família a apoiou muito, ela não largou os estudos e queria se formar pra tem um bom emprego e dar uma boa vida pra filhinha, que se não me engano chamava Rafaela. Foi coisa assim, de 30min. Pra ser honesta eu não disse quase nada, mas parecia que ela precisava contar pra alguém e saiu do ônibus super feliz e aliviada. Então ok, né. Contei na lista como minha "boa ação do dia".

Terapia Relâmpago
Bom, esse é uma versão da anterior. Uma vez eu "atendi" uma adolescente enquanto estávamos na fila pra nos matricularmos nos cursos de idiomas oferecidos pela faculdade. Começou uma uma reclamação da demora, e de repente ela tinha me contato toda a vida dela, sobre os problemas em se relacionar com os colegas, porque ela gostava de fazer cosplay, pintava o cabelo e coisas assim - umas verdadeiras atrocidades numa cidadezinha do interior como a nossa. Mas aí era a minha vez de me inscrever e a gente se separou - daí nunca mais a vi. Taí uma sessão de terapia estilo Flash, hm?
Uma outra situação foi quando estava no terminal de ônibus esperando o circular chegar. Uma moça que trabalhava na enfermagem de um hospital na cidade começou reclamando que tinha tirando o ônibus das 20h20, e que ela ia chegar atrasada pra segunda aula na faculdade. Daí começamos a falar de psicologia, de atendimento humanizado, e entre desabafos e troca de experiências, ela terminou me dizendo pra pegar o telefone dela e ir tomar chá na casa dela um dia desses. Também nunca mais a vi, mas enfim, né?

"Olha a boca!"
Certa vez, numa escolinha onde trabalhei, eu estava na sala dos professores tomando um chá, enquanto minha turma estava no intervalo, e surgiu algum comentário bobo/maldoso, no qual eu mal prestei atenção e até esqueci. Só ouvi a parte em que uma professora olhou pra outra e soltou "Fica quieta, menina! Olha a psicóloga aqui vigiando a gente, e você falando essas coisas!"
Moça. Tô saboreando meu chá, com licença. E você não está me pagando, então...


"Ai, mas o que você acha?"
Já perdi a conta de causos desse tipo, mas sempre acontece. Sempre que você fala que tem alguma relação com a psicologia, é quase instantâneo: ai, mas eu enho um filho/sobrinho/primo/amigo/parente/cachorro que faz tal e tal coisa, você acha que é caso de psicólogo? Mas o que você acha, assim, que eu posso fazer?
Sei lá, moça. Nunca vi o indivíduo, como vou saber?
Aí preciso fazer um esclarecimento: gente, só dá pra ter uma ideia de qualquer coisa depois de muitas conversas com o dito indivíduo. Não adianta você me falar que o teu filho não sabe fazer conta de matemática e me pedir conselho, porque se não rolar um bate-papo no mano-a-mano, nada feito. E lembrando: não tô sendo paga pra isso.

"Vai ter desconto pra família, né?"
Essa é cráááássica, né não? Pois é. Isso é de pouco conhecimento do senso comum, mas não se pode atender uma pessoa que você conheceu previamente de alguma forma. É considerado anti-ético e traz vários prejuízos pro processo terapêutico, então a gente tem meio que uma regra sobre isso. Lembrando que os psicólogos têm um Código de Ética, e tudo o que é considerado "anti-ético" você pode entender como se fosse "contra a lei", em termos de comparação.
Ou seja: sem desconto, sem terapia, sem nada, jovens. O máximo que posso te fazer é passar o telefone do meu colega, e o resto é com você.


Brincadeiras à parte, é senso comum entre o pessoal da psico que nosso ouvido não é pinico, então todo mundo faça o favor de nos tratar com muito amor e carinho, porque também somos gente e temos muito amor pra dar ♥ e isso, obviamente, não significa que vou te dar uma sessão de terapia de grátis por conta do meu coração grade, perceba. Mas, no fim, acho que toda profissão tem suas histórias e causos dos mais divertidos aos mais malucos. E vocês, leitores? Têm aí algum causo pra compartilhar? Ou a vida de vocês é menos fantástica do que a minha? hahaha!
Um beijo a todos e até a próxima, queridos!

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By Shana • quinta-feira, 2 de outubro de 2014 • 7 ComentáriosLink to this post


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