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Kawasumi Shana, 24 anos e contando +1 todo dia 7 de fevereiro - logo, sou toda aquariana. Adoro música, mangás, animes, filmes e livros. Odeio insetos, injeções e filmes de terror, sou criativa e contraditória, possivelmente tenho um parafuso a menos - mas juro que sou legal. Ou não.more?

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Super Resenha | Kuroshitsuji

Saudações, leitores! É com muita satisfação que eu vos trago mais uma Super Resenha - desta vez de um título antigo, que nunca perde a popularidade e que faz parte da minha lista de obras favoritas: Kuroshitsuji! Acredito que essa será uma das resenhas mais longas do blog, visto a variedade interminável de adaptações dessa série. Me acompanhem nesta empreitada, caríssimos, e vamos juntos a esta viagem rumo às trevas!

Escondida no interior da Inglaterra repousa a sinistra mansão dos Phantomhive, uma família que se estabeleceu como os frios e implacáveis "Cães de Guarda da Rainha", chefes do submundo da Londres vitoriana. Após uma tragédia tirar a vida do Conde e sua esposa, muitos ficam chocados quando seu filho, o pequeno Ciel, assume seu lugar como o novo Conde da Casa Phantomhive, acompanhado de um mordomo negro, Sebastian. O que eles não sabem é que o leal mordomo que acompanha o menino é na verdade um demônio com o qual Ciel faz um contrato para vingar sua família.

De autoria de Yana Toboso, Kuroshitsuji (Mordomo Negro) é um mangá shounen, de mistério e fantasia, cuja publicação iniciou-se em 2006 na revista G-Fantasy (Pandora Hearts, Durarara) e mantém-se até o presente - sendo assim o segundo título em andamento a receber super resenha aqui no Hishoku. Embora o título esteja em curso, existem uma série de adaptações - incluindo até mesmo games e musicais -, muito possivelmente devido à imensa popularidade da série. Sendo assim, preparem-se, pois essa resenha será longa, fucking longa.

O Mangá
Como dito anteriormente, Kuroshitsuji é um mangá shounen, ainda em andamento. A publicação é mensal e atualmente contamos com 119 capítulos (contando os extras). A história se dá na Inglaterra do século XIX, a ilustre Era Vitoriana, e foca majoritariamente na dupla de protagonistas: Sebastian, o "Mordomo Negro" e seu mestre, o jovem Conde Ciel Phantomhive. Considerando que entre os dois existe um contrato demoníaco, já podemos esperar uma história sombria e com grandes doses de suspense, mistério e elementos sobrenaturais.
O disparador da história é o assassinato da família Phantomhive que, apesar do título de nobreza e da boa relação com a Rainha Vitória, são na verdade os responsáveis por manter o controle do "submundo" - a parte não tão ilustre e educada da sociedade inglesa. Desde tráfico de armas e drogas a rituais satânicos e festivais sangrentos, a sociedade tem seus podres, e cabe aos Cães de Guarda da Rainha manter o submundo no lugar que ele merece: nas sombras. Já é de se esperar, portanto, que a casa Phantomhive reuniu uma pequena coleção de inimigos, e não surpreende que hajam atentados contra eles. 
É assim que o pequeno Ciel, com seus 10 anos, descobre que o ser humano é o bicho mais cruel, ganancioso e repugnante da terra, e decide entregar sua alma a um demônio em troca de poder para vingar sua família. O acordo é simples: ele ganha poder e, ao realizar seu desejo, tem sua alma devorada. E essa é a relação entre o Conde Phantomhive e seu "leal" mordomo Sebastian, o impecável criado capaz de absolutamente qualquer coisa.
A história do mangá desenrola-se em arcos, seguindo sempre essa linha principal. A cada arco (que tem em média de 20 a 30 capítulos, mais ou menos), Ciel e Sebastian solucionam um novo mistério a pedido da Rainha, e eventualmente encontram mais uma peça do quebra-cabeça que é a família do garoto. A parte mais interessante é que Yana Toboso, a autora, baseia cada arco em algum evento ocorrido no século XIX - então temos personagens ilustres, como Jack the Ripper e eventos históricos, como o Titanic, por exemplo. Apesar disso, vale comentar que tanto os eventos quanto os figurinos não têm muita fidedignidade histórica, embora a série seja ambientada nesse período específico.
No mais, Kuroshitsuji tem um ritmo agradável, mesclando comédia, mistério, tensão e ação em sua história. Ao final de cada arco, temos um capítulo mais leve - alguns são temáticos, outros só trazem uma historinha mais leve entre um evento e outro. A arte é maravilhosa, e evoluiu consideravelmente ao longo dos anos, ficando mais bonita e agradável aos olhos, eu diria. Os personagens secundários demoram um pouco a desenvolver-se - embora, particularmente, eu ache que a série foi "estendida" em prol da popularidade alcançada, então esse desenvolvimento é um pouco tardio, mas bem colocado na história. Além disso, vale comentar que a Yana-sensei é muito atenciosa a pequenos detalhes, e coisas como o enquadramento de certas cenas e o diálogo dos personagens acabam se mostrando minuciosamente planejadas mais adiante no mangá. Sendo assim, Kuroshitsuji é uma verdadeira obra de arte, intercalando vários elementos e criando um título verdadeiramente fantástico. 
Anime - A primeira temporada
Em outubro de 2008 foi lançada a primeira adaptação animada da série, intitulada Kuroshitsuji. O anime contou com 24 episódios e a produção ficou por conta do estúdio A-1 Pictures (AnoHana, SAO, FairyTail) que continuou encarregado de todas as animações posteriores da série.
Até o episódio 6, a história segue fidedignamente o mangá - contudo, desse ponto em diante, com exceção aos episódios 13 e 14, toda a série é filler. Isso por um motivo muito comum no mundo dos animes: poucos capítulos do mangá haviam sido publicados quando foi produzida a animação. Fazendo uma conta rápida, Kuroshitsuji começa a ser publicado em Setembro de 2006, e a animação começa a ser exibida em outubro de 2008 - o que daria, mais ou menos, cerca de 24 capítulos para adaptar. Em se tratando de anime, sabemos que não é muito.
Apesar disso, a animação é de boa qualidade, o character design é bonito e muito próximo da arte do mangá em seu início. Os dubladores são ótimos e as vozes encaixam bem em cada personagem, e a trilha sonora também é excelente, cumprindo bem o seu papel e trazendo grandes nomes, como SID e Kalafina. Ressalto que é uma produção de 2008, e que embora eu esteja tecendo muitos elogios, ela é nitidamente inferior aos animes mais recentes - portanto, é essencial levar em conta a época em que o anime foi produzido antes de articular quaisquer comparações.
Com relação ao enredo, como já citei, ele não segue o mangá à risca - o que não faz dele um enredo ruim. Pelo contrário, o início do anime dá uma sensação de "filler", e a parte inventada da história é extremamente instigante. O roteiro criado para a animação é interessante, carrega com firmeza o clima da série e tece um fechamento fantástico, resolvendo todos os conflitos propostos inicialmente. Imagino que o plano original era uma história com começo-meio-fim, e ele é conduzido com destreza. Por fim, apesar das mudanças, o anime vale muito à pena - pode colocar na must see list que você não vai se arrepender!
Segunda Temporada - Um festival de fillers
Como a imensa popularidade do título no Japão e fora dele, não demorou muito para que mais uma temporada de Kuroshitsuji estrelasse nas telinhas nipônicas. Kuroshitsuji II veio na temporada de verão de 2010, contando com 12 episódios, e introduziu a rivalidade entre a dupla Ciel x Sebastian e um novo duo, Alois e seu mordomo, também demoníaco, Claude.
Há apenas um pequeno detalhe quanto a essa temporada: ela é filler. Puro filler. Todo o enredo e personagens não fazem parte do mangá - sendo assim, ela é continuação do primeiro anime, mas assim como o final dele, cria um enredo totalmente novo, ainda que mantendo os personagens da história original. Ou seja: Kuroshitsuji II só foi lançado no calor do espírito capitalista, aproveitando a febre e popularidade da série. Assistir essa temporada é completamente opcional, visto que ela não interfere em nada na série.
Assim sendo, eu confesso: não assisti Kuroshitsuji II. Até tentei, mas depois de 5min de Alois Trancy, eu simplesmente decidi que tinha mais o que fazer com minha vida, beijos de luz a todos vocês.
Kuroshitsuji: Book of Circus
A terceira animação da série, Book of Circus segue o mangá à risca, continuando a história diretamente após o último arco adaptado no primeiro anime. Lançada em Julho de 2014, na temporada de verão, a adaptação conta com 10 episódios e uma produção impecável, superando de longe as animações anteriores. O enredo, tirado detalhe por detalhe do mangá, fala da estranha relação entre o desaparecimento de várias crianças e a chegada de uma trupe circense nas cidades, o Noah's Ark. A cada cidade visitada pelo circo, uma certa quantidade de crianças desaparece sem deixar rastros - nem mesmo os corpos mortos, o que leva Ciel e Sebastian a infiltrarem-se na trupe em busca do paradeiro dos pequenos.
Além da investigação a pedido da Rainha, esse arco nos revela alguns detalhes cruciais da história do Ciel, e é o primeiro passo dentro do cenário tenebroso e violento de Kuroshitsuji. Aqui, na minha opinião, é que a história começa a nos dar as pecinhas do quebra-cabeça para o mistério por detrás do passado que tornou nosso jovem Conde tão amargo e desacreditado das pessoas, ao ponto de vender a própria alma a um demônio.
Book of Circus é, de longe, minha adaptação favorita da série - arriscando perder a posição apenas para o longa anunciado para 2017. Trata-se de uma produção primorosa, muito fiel à obra da Yana, e não foram medidos esforços em prol das melhorias: o character design ficou muito mais refinado; a paleta de cores fica mais próxima aos tons do mangá, com cores mais 'mortas', embora mais vibrantes; a série começa a entrar num clima mais sombrio, sério e tenso; a trilha sonora é absolutamente maravilhosa, juntamente com a animação aprimorada, criando um verdadeiro espetáculo. Eu, basicamente, recomendo Kuroshitsuji às pessoas para que elas possam assistir Book of Circus.
Por conta dos fillers da primeira e segunda temporadas, algumas pequenas mudanças são feitas no início do anime para dar conta de algumas lacunas na história. Sendo assim, para assistir essa temporada, você precisa assistir o episódios de 1 a 6, somados ao 13 e 14, para que possa acompanhar Book of Circus sem ficar perdido no enredo. O motivo pelo qual essa "terceira" temporada não leva o "III" no título é porque ela não é continuação direta da primeira, e desconsidera totalmente os acontecimentos da segunda. Se você assistir aos episódios indicados, consegue compreender em que pé estamos e acompanhar a história normalmente.

Especiais, OVAs e Book of Murder
Ao longo dos anos, além das animações, Kuroshitsuji também ganhou uma série de especiais. A grande maioria deles trata-se de pequenos contos, em grande parte fillers, que não têm conexão com o enredo, mas que são gostosinhos de ver. Entre eles, dois muito divertidos são o "Ciel in Wonderland", no qual nosso amargurado protagonista perde-se no País das Maravilhas, e o "The Making of Kuroshitsuji II", em que, na verdade, os personagens da série são atores, e comentam a produção do anime e seus papéis na série - divertidíssimo, btw. 
O OVA, por outro lado, é continuação direta de Kuroshitsuji: Book of Circus. Intitulado Kuroshitsuji: Book of Murder, a animação é de Novembro de 2014 e conta com dois episódios de 1h de duração, adaptando o arco seguinte do mangá. Seguindo os acontecimentos da animação anterior, a Rainha Vitória resolve testar a lealdade de Ciel, pedindo que ele realize um evento social para entreter uma personalidade ilustre da sociedade. O clima de festividade acaba quando um assassinato acontece dentro da mansão e, visto a tempestade do lado de fora, ninguém pode entrar ou sair do casarão - implicando que o assassino é impreterivelmente um dos convidados, e todos estão presos com ele até segunda ordem. Cabe aos nossos protagonistas desvendar quem é o homicida, antes que mais alguém faça uma viagem sem volta ao mundo dos mortos.
Infelizmente, não consegui assistir essa adaptação em qualidade alta, mas ela parece manter o mesmo padrão de qualidade de Book of Circus. Aparentemente, os OVAs foram exibidos no Japão, embora não na televisão, e os DVDs saíram em janeiro de 2015. A história é maravilhosa e a adaptação muito fidedigna, orgulhando os fãs mais uma vez pelo excelente trabalho do estúdio.

E para 2017, o filme: Book of Atlantic
Em fevereiro desse ano foi anunciado um longa metragem da série, intitulado Kuroshitsuji: Book of Atlantic. A animação percorrerá os volumes 11 a 14 do mangá, sendo continuação direta de Book of Murder. O filme estreará no Japão em janeiro de 2017, e já foi anunciado que o elenco de dublagem e a staff que trabalhou em Book of Circus e Book of Murder participará da produção. Em agosto saiu o primeiro teaser, que vocês podem ver aqui.
A história se passa no cruzeiro de luxo Campania, e centra-se numa misteriosa irmandade que afirma conseguir trazer os mortos de volta à vida. Um dos melhores arcos do mangá, e confesso que ao mesmo tempo que estou absolutamente empolgada, me sinto temerosa quanto a caber toda essa história no filme só - afinal, nesse arco nós finalmente temos um vislumbre de como Ciel e Sebastian viraram essa duo fantástico, além de muitas outras revelações bombásticas. Vocês não me decepcionem, japoneses!

Filme: Live Action
Em 2014 foi lançado um filme live action da série, intitulado Kuroshitsuji, dirigido por Kentaro Otani (NANA, Runway Beat) e Keiichi Sato (Asura, Saint Seiya: A Lenda do Santuário). O longa tem 119min de duração e o roteiro foi produzido por Tsutomu Kuroiwa (Liar Game 2, Ligar Game: The Final Stage).
Embora tenha o mesmo nome da série, o filme passa bem longe do enredo original - o que não faz dele um filme ruim, preciso dizer. Aqui, acompanhamos a historia de Shiori, a herdeira da família Genpo, que precisa mascarar sua identidade e assumir uma vida como garoto, para manter sua posição de líder - tornando-se então Kiyoharu Genpo. Junto com seu mordomo, Sebastian, e sua empregada desastrada, Rin, Kiyoharu vive uma vida dupla, mesclando seus interesses com seus deveres de Cão de Guarda da Rainha.


O filme de Kuroshitsuji foi um enigma pra mim por algum tempo. Logo que saiu o trailer, eu vi luzes de cidade, carros e fiquei: ué? Como será que vai funcionar isso daí?
A trama é ambientada em 2020 - segundo os produtores, para que pudessem criar um cenário que permitisse a contratação de atores japoneses num contexto ocidental. O contexto histórico do filme, por assim dizer, se dá num mundo paralelo, onde a cultura oriental e ocidental se misturam, e o mundo se divide nessas duas partes - uma delas, comandada pela "Rainha". Ou seja, a primeira coisa que vocês precisam saber é: trata-se de um longa inspirado em Kuroshitsuji. Não é "adaptado de". Não é "baseado em". O único personagem que mantém uma caracterização fiel mesmo é o protagonista, Sebastian, que não sofreu praticamente nenhuma mudança em relação ao mangá. Apesar disso, quem acompanha o enredo original vai reconhecer vários elementos da série, desde personagens (Madame Red, Tanaka, Undertaker) até a alguns diálogos e cenas muito próximos dos quadrinhos (alguma dúvida de que a última cena foi totalmente inspirada nos capítulo 62 e 63 do mangá?). Num geral, o filme traz uma história totalmente nova, mas consegue manter o clima da série - e só temos a ganhar quanto a isso.

"Se eu pegasse a alma do jovem mestre agora, não seria divertido"

Mesmo com as mudanças, achei o filme muito bom. O plot é interessante, os figurinos são elegantes e de boa qualidade e as atuações são muito boas. Adorei especialmente as cenas de ação, muito elaboradas e emocionantes! Ademais, a relação dos protagonistas - Sebastian e Kiyoharu - é muito semelhante à de Ciel e Sebastian na história original, embora eles sejam mais provocativos entre um e outro e Kiyoharu seja um pouco mais agressivo, de certa maneira. Achei que Hiro Mizushima e Ayame Goriki deram um verdadeiro show de interpretação, e apostaria nos dois novamente caso rolasse uma adaptação mais fiel ao mangá, por exemplo.
Resumindo: o filme mudou um monte de coisa, não é fiel à história do mangá, mas mantém muitas características da série e, apesar do enredo totalmente novo e mudado, não tive dúvidas de que estava vendo um longa do universo Kuroshitsuji. Sendo assim, vale super a pena, desde que você esteja com a mente aberta e não tente comparar a história de Yana Toboso com o roteiro de Tsutomu Kuroiwa.


Com isso, eu encerro essa fucking longa resenha, que levou dias e horas da minha vida, mas enfim ficou pronta! Espero de coração ter conseguido mostrar o universo de Kuroshitsuji para vocês, queridos leitores - e para os fãs, que tenha feito jus à obra! Pra quem ainda não conhecia, ou só ouvia de nome, faça o favor de dar uma chance a esse título absolutamente fantástico - e venham para o lado negro da força, queridos leitores!
Só por favor, poooor favor, não shippem Ciel x Sebastian. Isso é muito errado, vocês me respeitem! D: De resto, pode tudo - pode amar, surtar, viciar, maratonar, eu vos permito, leitores! Por hora fico por aqui, então beijinhos pra vocês e até a próxima! o/

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By Shana • segunda-feira, 19 de setembro de 2016 • 6 ComentáriosLink to this post


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