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Saudações! Seja bem-vinde ao Hishoku no Sora, um espacinho virtual onde há 20 anos escrevo sem pretensão alguma - e agora sem compromisso também, risos. Se essa for sua vibe, sinta-se em casa (as lembre-se que não está)!

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Kawasumi Shana, nascida em 07 de Fevereiro '93. Gosto de fazer rolês gastronômicos por SP, gastar tempo fazendo nada e comprar mais washi tapes do que o necessário. Organizo a vida em planilhas, sou muito criativa (porém cansada), mais sarcástica do que é humanamente aceitável e a cada ano que passa fico ainda mais introvertida e antisocial, risos.
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Tell me, have I not given you enough?
If you ever loved me, let me go

Poesia.
Preciso dizer que me sinto bem melhor depois de escrever alguma coisa. Ouso dizer, ainda, que tenho 90% do que sinto e/ou penso, escrito.
O que é bem interessante: subentende-se que falo pouco e escrevo muito, com relação aos meus sentimentos. O que é perfeitamente compreensível, tratando-se de uma aspirante a escritora.
Sou adepta de quase todas as formas de escritas existentes. Uma em particular, da qual falo pouco, é a poesia. É preciso, caros leitores, acrescentar de que meu prazer e, por que não dizer, interesse pela leitura surgiu a partir das poesias.
Convenhamos: é muito mais interessante ler um texto tão melodioso e breve, do que ler um jornal - assim, tão sério e preto&branco como ele é. A poesia, a meu ver, é uma das formas textuais mais amigáveis que podemos encontrar.
No entanto, é deliciosamente difícil dar forma às palavras quando se faz poesia. Quase um sadomasoquismo, eu diria. Sofrimento do começo ao fim, mas o sentimento de satisfação é quase inexplicável.

Temos aí, a meu ver, a forma textual mais intensa e abstrata. A poesia, caros leitores, é feita para ser lida e sentida, e não necessariamente para ser compreendida. O único que poderia, de longe, explicar só um pouquinho desta, é o poeta. E mesmo este só tem plena capacidade de compreendê-la quando dentro de seu mundo particular, cheio de palavras, acentos, vírgulas e pontos finais. Não se trata, portanto, de compreender, mas sim, de admirar a beleza das palavras assim, tão bem colocadas umas com as outras.
Deixo-os, queridos leitores, com uma de minhas favoritas: Autopsicografia.


Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.

E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

Fernando Pessoa

By Shana • 30 de março de 2011 • 0 ComentáriosLink this post


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