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Saudações! Seja bem-vinde ao Hishoku no Sora, um espacinho virtual onde há 20 anos escrevo sem pretensão alguma - e agora sem compromisso também, risos. Se essa for sua vibe, sinta-se em casa (as lembre-se que não está)!

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Kawasumi Shana, nascida em 07 de Fevereiro '93. Gosto de fazer rolês gastronômicos por SP, gastar tempo fazendo nada e comprar mais washi tapes do que o necessário. Organizo a vida em planilhas, sou muito criativa (porém cansada), mais sarcástica do que é humanamente aceitável e a cada ano que passa fico ainda mais introvertida e antisocial, risos.
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Filme | Practical Magic 2
Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor (BR)
Ano: 2026
Direção: Susanne Bier
Duração: 2h10min

Assim como grande parte dos filmes famosos dos anos 90 e 2000, eu só fui assistir Practical Magic depois de adulta. Minha mãe pessoalmente gosta muito do filme, e assim que a continuação foi anunciada, ela deixou muito claro que queria ir ao cinema assistir. Deixei pra Outubro, pensando numa atividade halloweenesca entre mãe e filha, mas para a nossa surpresa o filme desapareceu rapidamente dos cinemas. Com uma pesquisa rápida, descobri que o filme não teve bom retorno de bilheteria (assim como seu predecessor de 1998), e foi depois de ver o comentário do perfil Narrativa Feminina, que tive um vislumbre do motivo - além de ter ficado um pouco desanimada com o longa.
Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor retoma a história de Sally e Gillian Owens, a família de bruxas amaldiçoada por sua própria ancestral a nunca poder se apaixonar, pois os homens alvo de seu afeto acabam perdendo a vida de forma trágica. Agora, quase 30 anos depois do primeiro longametragem, nos deparamos com as mudanças trazidas pela passagem do tempo, e a história é marcada por perdas, descobertas e a necessidade de se questionar e se reencontrar. Além de Franny e Jet, temos a presença de duas novas bruxas: Kylie e Antonia, filhas de Sally, que ainda não sabem sobre o segredos de sua linhagem.


Tomando emprestadas as palavras da Ana Paula (Narrativa Feminina), em pleno 2026 eu esperaria um enredo que explorasse a irmandade feminina de uma família bruxa, mas o que recebi foi um filme "machocentrado". O desenvolvimento que vimos da Sally no longa de 1998 se perdeu totalmente - a personagem retorna à estaca zero, e revivemos com ela o mesmíssimos conflitos do enredo anterior. Gilian, mais uma vez, é apenas uma coadjuvante, quase um alívio cômico, e das duas bruxas mais jovens, a única que aparece na história é Kylie - não porque ela se destaca, mas porque o enredo revolve sobre o envolvimento amoroso dela com outro cara. Antonia, embora pareça ser uma jovem brilhante, fica de escanteio e se resume a "babá de um homem em coma", com uma participação muito pequena.
Os romances me parecem forçados e nenhum casal tem química, as soluções são muito fáceis e rápidas e os conflitos são bem pouco explorados. Depois de assistir, eu entendi muito bem porque o filme teve uma recepção ruim: ele não é péssimo, mas tem muito conteúdo socado em 2 horas, nenhuma das personagens tem um desenvolvimento interessante e tudo gira em torno de "amar um homem".
Inclusive, brinquei com minha mãe que todo o conflito da história se resolveria se todas fossem bissexuais. Sem homem, sem drama. Fácil assim.
Minha mãe, que adora filmes românticos, gostou da história. Nos irritamos com a burrice da Kylie, nos irritamos com a teimosia da Sally, e ficamos ambas chateadas com o final de Jet e Franny - especialmente dessa última, foi bem chato. Talvez pra quem cresceu amando a história velha a pena pela nostalgia, mas fica o aviso: é um filme muito ruim de sessão da tarde.
Enfim, esse foi o programa de halloween desse ano. Não valeu os 40 reais que pagamos pra alugar o filme no Prime Video, mas pelo menos foi melhor do que os 120 que gastariamos pra ir assistir no cinema em São Paulo. Dos males, o menor!

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By Shana • 31 de outubro de 2026 • 0 Comentários • Link this post


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