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The Beginning

"People should learn that you cannot dwell in your past. One who dwells in the past hurts not only himself, but also the people around them."

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Black Rabbit

Kawasumi Shana. 25 anos, somando +1 todo dia 07 de Fevereiro. Aquariana. Adoro música, mangás, animes, filmes e livros. Odeio insetos, injeções e filmes de terror, sou criativa e contraditória, possivelmente tenho um parafuso a menos - mas juro que sou legal. Ou não. more?

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Farewell

 
Hishoku no Sora
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Bruxas do 31 | A spooky event...

Maldições a todos, reles mortais que leem este blog. Espero que coisas assombrosas e horríveis tenha acontecido com vocês nessa última semana, MUAHAHAHA! Como eu disse no último post, eu tinha uma novidade macabra pra vocês - e sim, este ano teremos mais um Bruxas do 31 (de Outubro)!
Pra quem não sabe (ou não se lembra), o Bruxas do 31 é um projeto em parceria com a Tenie do Kakumei Blog, no qual dedicamos todo o mês de outubro a postagens temáticas de halloween. Ano passado nós focamos em recomendações - e vocês podem ver todas elas aqui nesse link -, mas este ano resolvemos variar um pouco (basicamente porque preguiçamos e desistimos de ficar resenhando um zilhão de coisas de uma vez. Respeitem as pessoas que acabaram de se graduar na faculdade e precisam se dividir entre recuperar as energias e caçar trampo nessa cidade grande que é SP).
O nosso tema norteador esse ano é fazer algo meio roda em volta da fogueira, contando uma série de histórias. Pra começar, nós decidimos apavorar todo mundo logo de cara e optamos por dividir com vocês uma história real, que tenha acontecido com a gente. 
Pro post de hoje, eu decidi dividir duas histórias que tive sobre contato paranormal, por assim dizer.  Como eu não tinha nenhuma história muito mirabolante, decidi compartilhar dois momentos bem macabros que vivi - um na infância, e um já adulta.Vocês estão prontos? É bom quem estejam, porque os seres do submundo então em peso neste blog!
Passeando no pós-vida
Quando eu tinha uns 3 anos de idade, meu pai viu na TV que os espíritos de crianças mais novas que 7 anos podiam sair do corpo e visitar o plano espiritual. Aparentemente meu pai é uma dessas pessoas que tem vários nadas na cabeça e, na época, 3 familiares nossos haviam falecido na sequência: um em setembro, outro em outubro e outro em novembro. Dois desses familiares, inclusive, eram o pai e a madrinha (mãe afetiva) da minha mãe.
É, o clima não estava dos melhores.
Meu pai, como disse, não pensou muito a respeito e resolveu conversar comigo. Meus pais contam que ele me pediu pra visitar esses familiares, e ver como eles estavam nesse momento de pós-vida e etc. Tudo bem - não é como se eu fosse mesmo visitar os mortos, né?
Na mesma noite, por volta das 3h da manhã, eu acordei chorando. Minha mãe veio até o meu quarto e não conseguiu me acalmar - eu pedia e pedia pra falar com meu pai. Ela o acordou e, assim que ele veio pro quarto, comecei a descrever o acontecimento.
Segundo ele, e disse que o tio que ele me pediu pra visitar estava bem, mas ainda se recuperando. Esse tio, especificamente, morreu de doença de Chagas e tomava muitos remédios na época, porque tinha uma saúde debilitada.
Meu avô também estava bem. Estava difícil de largar o cigarro, mas estava se recuperando (dizem, inclusive, que foi o cigarro que o matou). E a Tia Neusa, madrinha de mamãe, ainda estava 'dormindo'. Estavam cuidando dela - ela havia falecido de câncer e passou algum tempo em coma.
Ah, e a vovó Zola mandou um beijo pra mamãe.
Meu pai achou que nada passava de uma história mirabolante criada pela minha cabecinha de criança - afinal, os adultos estavam falando dessas coisas a minha volta o tempo todo. Mas ele não conhecia nenhuma avó Zola. Ele então foi falar pra minha mãe sobre, achando um pouco de graça da situação. Ela, contudo, ficou pálida. Bem pálida.
"Neto, Zola é a minha avó. Eu nunca falei dela pra Bibi"
Foi o suficiente para os dois ficarem assustados. Me levaram num centro espírita e meu pai levou uma senhora bronca das pessoas que trabalhavam lá.
Aparentemente, sim, crianças menores de 7 anos podem viajar fora do corpo. Segundo o espiritismo, até por volta dessa idade o espírito ainda está se habituando à existência terrena, e por isso ele é mais livre que os espíritos que estão aqui no plano terrestre a mais tempo. Então, sim, até rola uma visitinha ao pós-vida. As crianças são espíritos livres, oras. O problema? Bom, o pós-vida é legal. 
Às vezes elas não voltam.

Por pouco, heim?
Um sinal
Como eu acabei de contar, eu perdi meu avô materno aos 3 anos. Por qualquer que seja o motivo, contudo, eu sempre fui muito ligada a ele. Minha mãe, na época, achava que eu era muito pequena pra lidar com a morte, e eu não fui nem ao velório, nem ao enterro do meu avô. Então eu passei um bom tempo lidando de uma maneira meio abstrata com a morte dele - quando me disseram que os espíritos viravam estrelas, eu criei o costume de me debruçar na janela a noite e ficar papeando com meu avô (bom, na verdade, papeando sozinha).
Embora a convivência tenha sido pouca, adoro ouvir histórias dele, e tenho só duas lembranças dele durante minha infância. Depois que cresci, concluí que meu avô provavelmente não era uma estrela, mas pelo simbolismo da coisa, criei outro costume: visitar o túmulo dele. Atualmente, moro a cerca de 10 minutos a pé do cemitério, então vira e mexe passo por lá pra visitá-lo e falar sobre como andam as coisas.
Há uns 5 anos atrás, o pai de uma amiga faleceu e eu fui ao velório dar aquele apoio emocional. Aproveitei o momento e fui até o túmulo do meu avô. Cumprimentei, contei o que andava acontecendo, até que me senti um pouco boba: eu estava, literalmente, falando com um pedaço de terra. Ainda que eu tenha sido criada numa doutrina religiosa, o que me garantia que meu avô estava mesmo me escutando, né?
Então eu fiz o óbvio. Perguntei.
"Vô, o senhor está me escutando? Se sim, você podia me dar um sinal".
No mesmo instante, passou uma brisa, e uma folha seca bem grande, que parecia de palmeira, flutuou com o vento e parou a alguns metros de mim. Veja bem, era um dia fresco. Até tinha bastante brisa, assim. Ainda assim, achei bizarro e, mais uma vez, decidi fazer o óbvio: perguntei de novo.
"Vô? Isso é um sinal?"
A folha de palmeira flutuou de novo.
E parou do meu lado.

... bom. Ainda bem que não falei nenhum palavrão. Acho que meu avô estava escutando, no fim das contas.


Pois bem, pobres leitores. Essa foi só uma pequena amostra do que está por vir neste mês assombroso de Outubro. Espero que não tenham ficado muito apavorados - porque, bem, vem coisa pior por aí.
Por hora terei piedade, e vou parando por aqui. Que os espírito puxem vossos pés a noite e que as almas penadas assombrem seus sonhos! Maldições a todos, e até a próxima!


Esse post faz parte do projeto Bruxas do 31. Para saber mais, clique aqui! Visite também o Kakumei Blog para acessar a outra postagem sobre o tema.

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Written by Shana | 6 de outubro de 2017 | 6 Comentários | link to this post


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