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"There's a part of you I'm trying to reach
Still a part I don't know
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Kawasumi Shana. 25 anos, somando +1 todo dia 07 de Fevereiro. Aquariana. Adoro música, mangás, animes, filmes e livros. Odeio insetos, injeções e filmes de terror, sou criativa e contraditória, possivelmente tenho um parafuso a menos - mas juro que sou legal. Ou não. more?

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2017: um ano pra lembrar e esquecer

Eu não fiz metas para 2017. Disse a ele que trouxesse o que quisesse, e eu deixaria a vida me levar. Mal sabia eu que o caminho era, na verdade, uma montanha russa - das mais intensas que vivi em 24 anos de existência.
Em 2017, eu me formei. Depois de sofrer muito na faculdade, de quase desistir de tudo, de realizar um sonho que se transformou em pesadelo no meio do caminho - demorou a ser sonho de novo -, eu finalmente me formei. Foi duro, difícil e cansativo, mas na formatura eu não me emocionei. Não chorei. Não fiquei excessivamente empolgada; foi um alívio. Foi um ponto final em uma longa história de 5 anos, e um ciclo que se fechou. Dali pra frente, os caminhos eram outros, mas eu terminei satisfeita - Abril era um novo começo na minha vida.
Um dia depois da minha cerimônia de colação de grau, meu pai teve uma convulsão. Aprendi no calor do momento como socorrer e buscar socorro, e foi uma experiência que eu preferiria esquecer.
Em Maio, eu tive a minha primeira crise. Não era novidade, mas me vi em completo desespero ao perceber minhas ideações suicidas voltando. Os machucados, discretos, mas presentes - sem marcas dessa vez. O mais difícil, certamente, foi me ver de novo em uma situação que eu acreditava ter superado, e perceber que entre os altos e baixos da vida, eu podia cair mais fundo do que esperava.
Dali pra frente, foi queda livre - embora, em algum momento, a queda virou uma verdadeira montanha russa. A terapia, os problemas em casa, o emprego, a internação do meu pai no hospital. O ano foi intenso, instável, e em muitos momentos eu me perguntava quanto mais eu seria capaz de suportar.
No ano passado, eu pedi que 2017 viesse como quisesse, e eu o receberia de braços abertos. Ressaltei um dos meus lemas, uma das frases que eu mais falo: a vida acontece, e no fim do dia nossa única escolha é seguir no ritmo que ela toca. Eu mal sabia o que me esperava; na verdade, eu nem pensei nisso. A gente nunca está totalmente preparado para o que a vida nos reserva, não é mesmo?
2017 foi o ano no qual eu realizei minha maior conquista - e meu único sonho até agora: me formei psicóloga. 2017 foi o ano no qual eu perdi uma das pessoas que eu mais amei - e amo: o meu pai. Nossa última foto juntos é da minha colação de grau; o último eu te amo que ele ouviu de mim, foi na cama de um hospital. A última vez que o vi foi no funeral. E não há nada que me console, porque independente das palavras bonitas, boas lembranças e do sofrimento do qual ele descansou, ninguém quer ficar sem as pessoas que ama. Ninguém quer enterrar um pai tão jovem, com o cabelo ainda a esbranquecer.
Mas a vida acontece.
Pra 2018, eu preciso de leveza. 2017 me deixou com muitas feridas que eu ainda preciso cuidar; me deu muitas marcas pra lembrar. Nesse ano que se inicia, eu preciso de mais leveza, de mais tranquilidade, e de mais coisas boas. Ainda estou aprendendo a viver sem meu pai e a sorrir sem o riso dele... Mas sei que, em algum momento, vão pesar mais as lembranças boas e, se um dia a gente se encontrar de novo, eu quero ter boas histórias pra contar.


Que 2018 traga boas energias. Que eu possa nadar pelas correntes da vida sem me afogar, que eu possa me permitir algum descanso e algum tempo para admirar a paisagem. Que em 2018 eu consiga viver bons momentos e aproveitar as pequenas coisas. Que a vida toque uma melodia mais calma e afável, e que a dança não nos canse tanto. Que a vida continue valendo a pena mesmo com as perdas, com os vazios e as saudades.
Em 2018 eu quero ser uma versão nova de mim mesma; que a vida aconteça e que eu possa vivê-la na intensidade certa. Que as mudanças sejam positivas e que as batalhas sejam menos árduas. Que eu deixe de ser minha pior inimiga e me torne minha melhor aliada. Que eu me sinta mais realizada comigo mesma, e que eu me permita sonhar mais e planejar menos. Que 2018 não traga arrependimentos.
2017 foi um ano pra lembrar e esquecer. Que 2018 seja um ano pra ser vivido!

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Written by Shana | 31 de dezembro de 2017 | 7 Comentários | link to this post


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