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Bruxas do 31 | Medos de Infância
Maldições a todos que leem este blog! O clima é de trevas, mas o dia é iluminado porque hoje celebramos o aniversário de Park Jimin, a abóbora mais fofa e brilhante deste Halloween ♥ Enviemos nossas felicitações e boas energias a essa coisinha fofa, que precisou se ausentar de compromissos recentemente por problemas de saúde. Melhoras, Jimin, e que seu dia seja festivo!
Agora voltemos à nossa programação tenebrosa.
Já emendando vários eventos num só, o tema do Bruxas do 31 de hoje é também a blogagem de Outubro do Together: medos que eu tinha quando criança - celebrando o mês bruxesco E o dia das crianças num post só. Haja eficiência, heim?
Eu já fiz uma blogagem similar aqui, e confesso que sim, alguns medos estão repetidos. Mas um flashback é sempre bom, inclusive pra gente perceber como cresceu e amadureceu nesses anos, né? Preparados para esse momento nostálgico? Sigam-me os corajosos, porque de medrosa já basta eu!


Fantasmas e Histórias de Assombração
Um dos meus maiores medos quando criança eram fantasmas, e nascida e criada numa família espírita, imaginem o meu drama: meus pais adoravam discutir espiritismo ou causos de família com as visitas, quando todos já tinham jantado e estavam papeando, tipo, depois das onze da noite.
Que morte horrível, não? É, eu sei.
Cresci ouvindo que espíritos eram reais, ouvindo também causos da minha família paterna - que veio do interior de SP/Norte do Brasil e tinha um baú de contos macabros à manga. Tudo história real, é claro, o que não me ajudava em nada. Muitas noites mal-dormidas depois, esse medo de assombrações fomentou também outros - medo de escuro, medo de cemitério, medo de filmes de terror, medo de igrejas e tudo que fizesse qualquer alusão às almas perdidas que vagam pela terra.
Favor vagar longe da minha residência, brigada de nada.
Living Forest (Mortal Kombat)

Quem cresceu com video-games como eu, sabe que Mortal Kombat é o jogo no qual todo mundo desconta seu sadismo - nada melhor do que decepar membros alheios pra relaxar, né non?
O verdadeiro viciado em video-games aqui em casa era meu pai - com quem eu aprendi a jogar, inclusive -, e ele adorava jogar MKII no seu SNES. Problema é que eu, coitada, entre meus 3 e 5 anos, tinha PAVOR da Living Forest - essa florestinha meiga e amigável com árvores vivas que comem gente. E ele achava um barato eu sair correndo quando a bendita fase aparecia na tela, o safado.
Ah, minha infância e meus traumas.
(Seriam fantasmas que possuíram as árvores? Fica aí o questionamento).
Cemitérios e Igrejas
Vi gente morrer na minha família desde muito pequenina, e sendo minha família paterna majoritariamente católica, cemitérios e igrejas não eram nenhuma novidade pra mim - mais um daqueles lugares tediosos para os quais meus pais me arrastavam sem motivo aparente na minha cabecinha de criança.
Até alguém me dizer que os espíritos que ficavam presos na terra geralmente frequentavam esses lugares.
O resto, vocês já sabem.
(E isso sem contar minhas próprias experiências sobrenaturais em um cemitério, vejam bem...)
Preto Velho
Um dia eu ouvi um causo assim: há um espírito chamado Preto Velho, que possui as pessoas e muda até a aparência delas. Fiquei um bom tempo morrendo de medo de todo senhor preto que eu via pela rua - vai que ele estava possuído pelo tal do preto velho?
Depois de adulta, eu descobri que Preto Velho é uma entidade da Umbanda, que ele não sai possuindo pessoas por aí e que ninguém vira um velho senhor de pele negra quando 'possuído' pelo Preto Velho. Acho que essa é uma das milhares de consequências que a intolerância religiosa deixa pra trás - é nossa má compreensão das religiões e das suas crenças que faz pirralhas de 6 ou 7 anos acharem que podem ser possuídas por espíritos e entidades diversas. Que bom que eu aprendi sobre e agora posso andar tranquila por aí: nenhuma entidade de nenhuma religião sai possuindo pessoas a esmo, repassem!


Enfim. Depois que a gente cresce, percebe que muito do que nos assustava não é de fato tão assustador assim. Living Forest é provavelmente minha fase predileta no MK9 hoje em dia, e eu adoro visitar igrejas pelo seu aspecto cultural e arquitetônico - estou até ensaiando uma visita às criptas da Catedral da Sé, basicamente um cemitério dentro de uma igreja. Embora seja engraçado relembrar esses medos, isso nos fala do quão longe a imaginação de uma criança pode ir, e do quão importante é que nós, adultos, possamos explicar todo tipo de coisa a elas, pra que os pequenos não precisem inventar teorias mirabolantes sobre assombrações que possuem pessoas indiscriminadamente, por exemplo, hahaha!
De qualquer forma, declaro encerrada essa sessão nostalgia, nem tão nostálgica assim. E vocês, leitores, do que tinham medo na infância? Me contem! Vamos juntos aprender a superar esses medos e aceitar as trevas dentro de nós ♥ Hahaha! Beijinhos a todos e até o próximo post amaldiçoado!

Esse post faz parte do projeto Bruxas do 31. Para saber mais, clique aqui! Visite também o Kakumei Blog para acessar a outra postagem sobre o tema.

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Written by Shana | 13 de outubro de 2018 | 4 Comentários | link to this post



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