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A versão atual é inspirada na música "We Don't Talk Anymore", ilustrada por Jimin e Jungkook (BTS).

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Kawasumi Shana, 24 anos e contando +1 todo dia 7 de fevereiro - logo, sou toda aquariana. Adoro música, mangás, animes, filmes e livros. Odeio insetos, injeções e filmes de terror, sou criativa e contraditória, possivelmente tenho um parafuso a menos - mas juro que sou legal. Ou não.more?

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Resenha: SiCKO, de Michael Moore
"Posso tomar um minuto para fazer uma pergunta que não me sai da cabeça?
Quem somos nós?
Foi nisto que nos tornamos? Um país que joga os seus cidadãos como lixo na sarjeta, porque não podem pagar a sua conta do hospital?"

Essa é a pergunta que Michael Moore faz em seu documentário sobre o sistema de saúde dos Estados Unidos que, pra quem não sabe, é pago. E na altura em que o filme foi gravado, a nova estratégia dos hospitais para com os pacientes que não tinham condições financeiras de arcar com seus custos, era colocá-los em um táxi e abandoná-los... bem, literalmente na sarjeta. O documentário é uma denúncia sobre o sistema de saúde americano, mostrando desde a corrupção até as suas consequências e do que os cidadãos são capazes para conseguir sobreviver.
Confesso que eu chorei em muitas partes do filme, e não porque sou sensível ou porque é triste em si, mas sim porque é muito difícil pra mim ouvir o relato de uma mãe, cuja filha não deve ter chegado a dois anos de idade, que morreu de parada respiratória porque o plano de saúde não autorizou o atendimento no hospital onde ela estava. Ou ainda ouvir essa mãe dizendo que foi escoltada para fora dos hospital, enquanto implorava que atendessem seu bebê, porque foi "considerada uma ameaça". Tudo isso tendo em mente que na primeira semana de dezembro meu pai fez uma cirurgia cardíaca de risco, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com enfermeiros que mediam a glicemia dele a cada uma hora, durante os 9 dias de internação, e isso tudo de graça, poque no Brasil a saúde é um direito - e não um bem de consumo. Chorei poque não me entrava na cabeça ver várias pessoas que morreram antes do documentário ir ao ar, porque sua cirurgias e tratamentos, quimioterapias e remédios foram negados pelo plano de saúde e eles não resistiram. Chorei porque esse tipo de atitude não é humana, e ainda assim isso é o dia-a-dia de um americano que tem o infortúnio de adoecer.
Por fim, eu compartilho da pergunta de Michael: quem (ou melhor, o quê) somos nós? E até quando isso vai durar? E mesmo que o SUS deixe a desejar em todos os sentidos, como seria viver num mundo sem ele? E se você ficasse doente e sua única opção fosse deitar na cama e morrer? O filme causa todo esse reboliço em nós, e ouso dizer que é dever de todo cidadão dar uma boa olhada nele, antes de colocar alguns países no pedestal, ou criticar o próprio. Fica a dica, pessoal. Um bom banho de realidade pra nós...


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By Shana • sexta-feira, 12 de junho de 2015 • 10 ComentáriosLink to this post


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