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A versão atual é inspirada na música "Afraid to be Cool", ilustrada por Jimin e Jungkook (BTS, War of Wormone).

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Kawasumi Shana, 24 anos e contando +1 todo dia 7 de fevereiro - logo, sou toda aquariana. Adoro música, mangás, animes, filmes e livros. Odeio insetos, injeções e filmes de terror, sou criativa e contraditória, possivelmente tenho um parafuso a menos - mas juro que sou legal. Ou não. more?

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O final de Life is Strange

Antes de qualquer coisa: esse post não é uma resenha. Então se você procura um comentário técnico, uma crítica ou algo do tipo, eu não recomendaria esse post, especificamente. Primeiramente, porque eu não joguei Life is Strange, eu acompanhei o gameplay do JohnGamer no youtube - e eu recomendo altamente pra quem não está afim de instalar o jogo, não curte essas coisas, mas quer assistir a uma boa história.
Acompanhando essa série, eu me senti jogando com o John, mas na real o que me prendeu nesse gameplay foi o enredo de Life is Strange, o desenrolar da história, as respostas por detrás de todos os mistérios do jogo. Estou escrevendo esse post imediatamente após terminar de ver o último episódio (mentira, eu tomei um banho antes disso) e já vou jogar a real: esse texto não é spoiler free. Eu disse acima, não estou aqui resenhando o jogo, esse é um post sobre FEELS.
Life is Strange é um jogo da Square Enix, disponível para windows, PS3/PS4 e Xbox One/Xbox 360, embalado por gráficos fantásticos e uma trilha sonora que me deixa arrepiada. Acompanhamos a história de Maxine "Max" Caufield, uma jovem que está estudando fotografia e descobre que tem o poder de rebobinar o tempo. Até aí ok, já temos bastante material com esse tema. A questão é como esse tema é explorado em Life is Strange.
Lembrando mais uma vez: esse texto não é spoiler free.
Quando a história começa, a Max tem a visão de um furacão que destrói Arcadia Bay, a cidade onde ela mora, e ainda nesse episódio ela presencia a morte de uma garota. Mais tarde a gente descobre que a garota é Chloe, uma amiga de infância com a qual ela perdeu contato depois que saiu da cidade e, agora que está de volta, encontra uma garota mudada, rebelde e com muitos problemas com os quais lidar. Durante o jogo, as duas se unem pra tentar desvendar os mistérios em volta do desaparecimento da amiga da Chloe, a Rachel, e isso faz com que elas duas vão reconstruindo os laços de sua amizade.


Quem já viu qualquer história, jogo, filme ou whatever sobre linhas temporais, sabe o que vai acontecer: Max alterou o passado, e isso terá consequências. Isso é um ponto muito forte no jogo: grande parte de suas escolhas altera a storyline, e independente de poder ou não rebobinar o tempo, uma escolha precisa ser feita. Essas escolhas vão desde tomar decisões quando ao que falar pra um personagem até a regar ou não uma planta ou pegar um objeto em algum lugar. Acho que aí está um pouco da graça nesse jogo: você está nele, e você nunca sabe o que vai acontecer até que isso de fato aconteça.
Num geral eu adorei acompanhar a história, principalmente por me surpreender o tempo todo. Muito difícil eu conseguir prever totalmente o que aconteceria num episódio - e tenho uma série de exemplos que posso dar. Primeiro, eu não consegui ter certeza de que a Rachel tinha morrido até isso ser revelado, pois o tempo todo as informações iam se contradizendo. Em alguns momentos, eu tinha certeza de que ela estava morta, enquanto em outros eu tinha a sensação de que ela podia mesmo ter abandonado a cidade. A cena em que a Chloe e a Max descobrem o corpo dela me abalou bastante, e foi bem surpreendente (no sentido de me pegar desprevenida mesmo). Outra coisa que eu não esperava era o Mr. Jefferson estar por detrás de todos os abusos contra as garotas, e até o final do capítulo 4 eu tinha absoluta certeza de que Nathan era um filho a puta e o Jefferson era uma figura de apoio para a nossa protagonista.
Mas Life is Strange conseguiu me surpreender até os momentos finais, e por incrível que pareça, ele me surpreendeu justamente por terminar como qualquer pessoa esperaria. No fim das contas, não importava quantas vezes Max rebobinasse e mudasse o passado, o tornado sempre chegava em Arcadia Bay, e nunca dava pra entender o que ela precisava fazer pra mudar esse cenário. Deveria ser óbvio desde o primeiro episódio, não é mesmo?
Max descobre seus poderes quando rebobina o tempo e salva Chloe de ser morta pelo Nathan no banheiro, e é justamente isso que altera a linha temporal. Ao longo do jogo, a Chloe morre várias e várias vezes, e Max sempre tem que mudar algo para mantê-la viva. A única coisa que ela não consegue prevenir é a maldita da tempestade, e no fim essa é a escolha que ela precisa fazer: salvar a Chloe ou salvar Arcadia Bay. Isso me lembra um pouco o final de Steins Gate, e pra quem assistiu (ou jogou), deve fazer sentido.


Infelizmente, Life is Strange não nos dá escolha, e você só pode escolher entre essas duas linhas temporais. No gameplay do John, ele escolheu salvar a Chloe, o que levou o tornado a destruir a cidade. Mas eu olhei outro gameplay, onde a Chloe é sacrificada e algo me leva a crer que esse é o final real do jogo. Primeiro por ter sido bem mais elaborado, e segundo por ter toda uma simbologia interessante implicada nele.
Quando o jogo começa, a fatídica cena do banheiro de inicia com a Max perseguindo uma borboleta azul e tirando uma foto - que depois, ela usa pra rebobinar o tempo e permitir que a vida da Chloe siga o rumo previamente estabelecido. Essa mesma borboleta aparece no funeral, e pousa no caixão da Chloe em frente à Max. Talvez, de fato, o poder dela só tenha servido pra lhe dar a chance de aproveitar a presença da Chloe de novo, retomar os laços perdidos e fazer a amizade das duas valer a pena, visto que a Chloe estava prestes a morrer. Independente do final, o objetivo era amarrar todas as pontas soltas. Quando se sacrifica a cidade, o que vemos é Max e Chloe entrando numa caminhonete e indo embora, até felizes, o que deixa muita ponta solta e um final meio aberto. Mas quando se sacrifica a Chloe, tudo o que queríamos acontece: Nathan acaba vivo e é preso por assassinar a Chloe; ele entrega o Mr. Jefferson, que é preso e acaba pagando por seus crimes. A cidade é poupada do desastre, e a Max acaba perdendo sua melhor amiga, mas eu senti como se ela tivesse recebido alguma coisa. Uma lição de vida, talvez?
Em parte, eu concordo totalmente com o John, de que mantê-la viva tem algum sentido pra história - porra, você passa o jogo INTEIRO tentando impedir a morte da Chloe, e é justamente esse ato o estopim pra história toda, isso precisa ter algum significado maior do que só "escolhi minha amiga em troca de salvar a cidade". Ademais, não sei dizer o quanto as escolhas do jogo influenciaram os finais que eu vi, por exemplo: escolher sacrificar a Chloe pode ou não ter uma cena de beijo, que me remeteu totalmente a uma outra cena lá pros episódios 2 ou 3 do jogo. No fim, acho que a mensagem que ficou pra mim é que não tem uma verdade objetiva na história, mas sim que, assim como na vida. tudo depende das escolhas que você faz no caminho. Existem várias linhas temporais, e em cada uma delas nós temos um vislumbre de como pequenas escolhas podem mudar totalmente uma história. Por fim, acho que Life is Strange foi uma história incrível, e eu recomendaria à todos que assistissem, se fosse um filme.
E por que eu fiz esse post? É bem simples, eu não consegui conter minhas emoções -q

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By Shana • quarta-feira, 18 de novembro de 2015 • 1 ComentáriosLink to this post


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