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Saudações, visitante! Neste momento, você se encontra no Hishoku no Sora, um blog pessoal sem fins lucrativos. Aqui se fala de tudo um pouco, então fique à vontade!
A versão atual é inspirada na música "Afraid to be Cool", ilustrada por Jimin e Jungkook (BTS, War of Wormone).

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Kawasumi Shana, 24 anos e contando +1 todo dia 7 de fevereiro - logo, sou toda aquariana. Adoro música, mangás, animes, filmes e livros. Odeio insetos, injeções e filmes de terror, sou criativa e contraditória, possivelmente tenho um parafuso a menos - mas juro que sou legal. Ou não. more?

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Tanabata Matsuri: o festival das estrelas

Saudações, queridos leitores! Como têm passado? Hoje venho falar sobre mais uma de minhas aventuras: o 38º Tanabata Matsuri da Liberdade o/ Também conhecido como "Festival das Estrelas", o Tanabata (Sétima Noite) é uma celebração japonesa, comumente realizada no sétimo mês do ano, inspirada no "Qixi Festival", uma celebração originalmente chinesa. Ele é realizado em São Paulo pela Associação Cultural e Assistencial da Liberdade (ACAL) desde 1979, na Praça da Liberdade.
Eu sempre quis ver um Tanabata Matsuri de pertinho, por estar relacionado a uma das minhas lendas japonesas favoritas (embora eu não conheça tantas lendas assim, eu confesso) - então assim que fiquei sabendo do evento, já me programei pra participar. A princípio eu ia com uma amiga, mas acabou não dando certo e eu fui é sozinha mesmo - porque perder o Tanabata estava fora de questão!
Pra quem não conhece, o Tanabata Matsuri celebra o encontro das estrelas Vega e Altair, que ficam em lados opostos da Via Láctea. A lenda é bem popular no Japão, até onde sei - inclusive, essa é a história citada na música Kimi no Shiranai Monogatari, do Supercell, e vocês provavelmente já ouviram falar em mangás, animes ou doramas. Na Ásia, as celebrações começam no sétimo dia do sétimo mês do calendário Lunar, e alguns lugares celebram até Agosto, pra aproveitar as férias escolares.



Como eu disse, por trás do Tanabata existe uma lenda - uma história de amor, pra ser mais específica, denominada A Tecelã e o Pastor de Gado.  A tecelã é a princesa Orihime (Vega), filha de Tentei, o Senhor Celestial (talvez uma alusão ao próprio universo). Orihime trabalhava tecendo belas roupas às margens de Amanogawa (Rio Celestial - ou,  Via Láctea), o que agradava muito a seu pai. Contudo, ela se entristece, pois teme que enquanto se dedica a seus deveres, jamais poderá se apaixonar. A jovem eventualmente conhece o pastor de gado Hikoboshi (Altair, também chamado de Kengyu), que vivia e trabalhava do outro lado do rio, e ambos se apaixonam perdidamente. Com a permissão de Tentei, eles se casam - no entanto, em prol de sua paixão, os dois passam a negligenciar seus deveres. Enfurecido com a situação, Tentei separa os amantes, colocando cada um de um lado da Via Láctea.
A situação deixa a princesa de coração partido e, pesaroso por sua filha, Tentei permite que Orihime e Hikoboshi se encontrem uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês, desde que cumpram com seus deveres e atendam a todos os pedidos vindos da Terra. No Tanabata, as estrelas da Via Láctea formam uma ponte, possibilitando que a princesa atravesse o rio Amanogawa e o casal possa estar junto mais uma vez.
Para enviar os pedidos à Orihime, as pessoas escrevem seus desejos em papéis coloridos, chamados de Tanzaku. Eles podem ser encontrados em 5 ou 7 cores, cada uma representando uma coisa diferente:

Amarelo - Dinheiro
Azul - Proteção e saúde
Branco - Paz
Laranja - Felicidade
Rosa - Amor
Verde - Esperança
Vermelho - Gratidão  
Tradicionalmente, depois de escrever o pedido, pendura-se o Tanzaku em ramos de bambu, para que os desejos sejam enviados à Orihime. O vermelho, acredito eu, é para agradecer pelos desejos atendidos, e se não me engano quanto mais alto você pendurar seu papelzinho, maiores as chances de seu desejo ser realizado.
 

Na Liberdade, os tanzakus eram vendidos a R$ 2,00 - preço que achei ok, visto que o material era de qualidade. Haviam várias barraquinhas em pontos diferentes, com mesinhas para que as pessoas pudessem escrever, e vários ramos de bambu estavam presos ao longo das ruas do bairro. Eu preferi pegar os meus e escrever em outro lugar, porque nas barraquinhas era lotado de gente. :0 Comprei um de cada cor, mas não usei todos - como eu não tinha desejos pra todas as cores, guardei os que sobraram de lembrança ♥
Fora os pedidos, eu não me atentei a nenhuma outra atração do evento, mas tinha um palco próximo à estação do metrô com algumas apresentações. Eu sei que eu fui mesmo é pela comida, e comida não faltou!


Além da feirinha tradicional que rola na Liberdade, tinha uma feira bem comprida na Galvão Bueno, e aí era comida pra todos os gostos - tinha gourmet, tinha comida japonesa, tinha macarons (????) e sorvete e até uma barraca com derivados de milho (?!?!?). Eu, obviamente, fiquei com a comida japonesa mesmo, mas fiquei um pouco decepcionada com o preço - estava tudo bem carinho e não tinha nada que eu já não encontrasse na Liberdade em dias normais. De qualquer maneira, comi uma porção de Guioza por R$ 10,00 e uma porção de Takoyaki de Polvo por R$ 13,00, e fiquei bem cheia. Nas barracas tinha o de sempre: yakissoba, tempurá, sushi, hot holl, temaki, onigiri, pastéis e outras coisas que sempre tem na feirinha de domingo.  


Pra sobremesa, resolvi experimentar esse Sorvete de Gengibre, que foi o mais exótico pra mim (já que Guioza e Takoyaki são velhos conhecidos meus). Paguei R$ 3,00 nessa bolinha generosa, mas não achei caro não - a massa é muito suave e vem com pedaços de gengibre, além de ter um sabor bem gostoso, nem enjoativo, nem amargo. Valeu a pena! Nunca tinha visto sorvete de Gengibre e fiquei satisfeita com ele, recomendo a todos (se é que alguém vende isso em dias comuns).
Depois de comer, eu ainda dei aquela passada rápida nos mercadinhos e comprei algumas coisas - mas como não comi ainda e o post já está cheio de fotos, vou deixar para o próximo post. Num geral, o evento foi bacana, mas não tinha tanta novidade assim pra mim. Afinal, a Liberdade já é quase minha segunda casa, então de diferente tinham os Tanzakus, a quantidade exorbitante de gente e mais opções de comida do que de costume. A entrada é franca, visto que o festival acontece na rua mesmo, mas é bom ir com pique porque é lotado e não tem onde sentar. No mais, fiquei feliz de ter ido ♥ Agora o próximo passo é viajar pro Japão e ver um Tanabata japonês mesmo, HAHAHA!
Por hoje é só, queridos leitores! Espero que tenham gostado e que não tenham passado muita vontade :x Beijinhos a todos e até a próxima, com mais aventuras de férias da Shana!

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By Shana • domingo, 17 de julho de 2016 • 7 ComentáriosLink to this post


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