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Kawasumi Shana, 24 anos e contando +1 todo dia 7 de fevereiro - logo, sou toda aquariana. Adoro música, mangás, animes, filmes e livros. Odeio insetos, injeções e filmes de terror, sou criativa e contraditória, possivelmente tenho um parafuso a menos - mas juro que sou legal. Ou não. more?

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Super Resenha | Emma

Esse post, caros leitores, foi iniciado em - pasmem - meados de 2014. Eu estava dando uma olhadinha no blog da Bunny quando li um post sobre esse anime. Me interessei na hora, já procurei na internet e encontrei essa maravilha no Anbient. Demorei o quê? Uma semana pra assistir? A singularidade dessa história me chamou muito a atenção, e como tenho a sensação de que não é tão conhecida quanto merece, resolvi falar um pouco aqui pra vocês.
Na época, eu só tinha visto a animação, mas enquanto escrevia o post, fui dar aquela olhadinha marota no mangá e... li inteiro. Aliás, eu acabei lendo mais de uma vez, de tão lindo que ele é. Sendo assim, acabei enrolando pra postar, porque eu queria acrescentar meu ponto de vista sobre o mangá na resenha (e eu sou preguiça pra caralho, a verdade nua e crua é essa). Por fim, demorei, mas trouxe, então venham se embrenhar comigo nessa história lindíssima!


Emma é uma empregada na casa de uma senhora inglesa, enquanto William é o filho mais velho da uma família de "jovens ricos". Os dois se conhecem por acaso, quando William resolve visitar sua antiga professora e governanta, a senhora de Emma, e acaba tomando um certo interesse pela jovem. Ambos então iniciam um relacionamento, que enfrentará a desaprovação de toda a sociedade londrina do final do Século XIX. 
Emma é um mangá de 2002, criado pela Mori Kaoru. Contando com 10 volumes, foi publicado na Monthly Comic Bean, e conta ainda com uma espécie de continuação: Emma Bangai Hen - ou Emma ~ Outros Contos, cuja publicação se deu em 2006, após o término do original, e traz uma série de histórias que o complementam a original de alguma forma.
A animação ficou por conta do Studio Pierrot (Ayashi no Ceres, Bleach, Naruto, Tokyo Ghoul), foi intitulada Eikoku Koi Monogatari Emma - ou Emma, um Romance Vitoriano - e estrelou no japão em Abril de 2005. Isso explica algumas características do anime, como a qualidade das animação, os 'closes' desnecessários nos personagens em algumas cenas e andamento da historia, que se dá bem devagar. Por vezes, isso me irritava um pouco, mas em outros momentos o episódio acabava antes que eu me desse conta. Apesar disso, a animação é até caprichada pra época em que foi produzida, e o anime conta uma uma ótima trilha sonora - totalmente instrumental, incluindo as aberturas e encerramentos. No total, o anime conta com duas temporadas de 12 episódios cada - ou seja, 24 ao todo - e com um capítulo especial entre ambas, que é um resumão da primeira parte.
Quanto ao enredo em si, ele me deu muito a sensação da era vitoriana mesmo. O ponto forte do anime é sua fidelidade em aspectos históricos, e dá pra ter uma boa noção de como funcionava a sociedade da época. Na primeira temporada, ao término de cada episódio tem a sessão "Notas Históricas", que traz curiosidades da Era Vitoriana, explicando alguns costumes ou coisas que aparecem no episódio - acredito que possa ser uma iniciativa do fansub, e não do estúdio em si, visto que a sessão é abandonada na segunda temporada. Quanto à história, o foco é mesmo no romance entre Emma e William, então não é um plot muito complexo, se posso dizer assim.
Os personagens, por outro lado, parecem trabalhados de forma bem minuciosa, mas só há foco naqueles que compõem o círculo social dos dois protagonistas. A primeira temporada foca basicamente no dia-a-dia de Emma e sua senhora, Kelly, e outros personagens vão sendo apresentados conforme vamos acompanhando a rotina das duas e de William. Nessa temporada, minha personagem favorita é sem dúvida a Kelly, uma mulher madura, elegante e discreta, mas com um tato fantástico e muito sensível a seus arredores. Admiro muito a postura dela e sua força - quero ser uma senhora assim, discreta e elegante, quando chegar nessa idade! *w*
Emma já é uma personagem bem interessante no quesito 'heroína'. É uma mulher jovem, na faixa dos 20 anos, com uma personalidade calma e quieta. Tem uma voz suave,  é descrita como "muito bonita para uma empregada", o que lhe rendeu uma quantidade considerável de admiradores - contudo, está mais interessada em servir a sua senhora do que aceitar os sentimentos de seus pobres pretendentes. Uma coisa muito interessante, e bem trabalhada na primeira temporada, é essa relação entre Emma e Kelly, que delimita bem os limites entre empregada e senhora mas, ao mesmo tempo, possui uma proximidade incomum - quase como se Kelly e Emma se vissem como mãe e filha, em algum grau. Voltando à personagem, Emma não é uma protagonista muito rotineira, o que faz a história se desenrolar de forma bem interessante.
William, por outro lado, é um jovem de classe alta, mas que não vem de uma família nobre - são os "novos ricos", que enriquecerem rapidamente durante a época, mas que não tem sangue azul, digamos assim. Esse é o personagem mais divertido, na minha humilde opinião, porque embora esteja também na faixa dos 20, age como um adolescente a maior parte do tempo. William é meio atrapalhado com a etiqueta e a regras sociais da época, o que o coloca numa série de momentos cômicos - um exemplo? Quando ele conhece Emma, ele está indo visitar sua ex-governanta sem aviso prévio, e acaba levanto uma portada na cara, HAHAHA! É um dos personagens que mais amadurece durante a história, passando de jovem trapalhão a homem honesto e determinado. Talvez seja um pouco difícil de atentar a essas mudanças - particularmente, achei a segunda temporada bem corridinha, e alguns aspectos, como esse, acabam passando despercebidos.
Tem outros personagens de destaque, como o Hakim, um príncipe indiano, amigo do William, que resolve tirar umas férias em Londres, e Eleanor, uma jovenzinha de família nobre que conhece Will em sua festa de 'debutante' - o que eles chamam de "estréia na sociedade", no anime. Essa mocinha sem sal nem açúcar, chorona e mimada, é o que faz rolar um pseudo-triângulo-amoroso no anime, e é uma personagem que eu achei desnecessária e irritante, então sem comentários.


Sobre o mangá: diferenças e adaptação

Inicialmente essa resenha acabava aqui, mas como mencionei, eu li o mangá e não dá pra não falar dele. Emma é um show de história, do começo ao fim.
Primeira coisa: o mangá tem muito mais maturidade que o anime. Vale ressaltar, por exemplo, que muita coisa é suprimida na adaptação - ela é corridinha e o final é diferente dos quadrinhos. No mangá, a proibição social quanto ao relacionamento da Emma e do William é muito mais séria, mobilizando muito mais gente e criando situações das mais inesperadas. [spoiler] William chega a casar de verdade com Eleanor e, pra assegurar o acordo, Emma é sequestrada e levada até a América pelo pai da menina, que não quer nenhuma polêmica social na conta dele. [/spoiler] O romance entre os dois protagonistas também me parece mais intenso, e o desenvolvimento das personagens deslancha maravilhosamente.
Se eu fosse optar entre anime e mangá, eu definitivamente fico com o mangá. O drama e o desenrolar a história nem se comparam. Minha vontade, na verdade, era tecer uma análise enorme sobre as diferenças, mas seria impossível não me render aos spoilers. D:
Aqui também aprendemos muito sobre como funciona a sociedade inglesa na era vitoriana, talvez até mais do que no início da história. É interessante pra comparar com outras obras famosas que se passam no mesmo período, como Kuroshitsuji ou Pandora Hearts - diferentemente desses, Emma tem uma fidedignidade histórica de dar inveja, o que nos revela uma autora muito competente no quesito de pesquisa e reprodução do ambiente. A arte da Kaoru também é belíssima, e não oscila em nenhum momento - é linda no começo, no meio e no final. Acho que o mangá também acaba contando com mais ação, mais emoção e momentos de tensão, e o leitor só tem a ganhar com isso.
Quanto à "continuação", tratam-se de alguns capítulos extras que trabalham histórias de outros personagens, mas ele também traz dois capítulos sobre os protagonistas. O mangá sai ganhando de novo: personagens secundários se desenvolvem mais e participam mais ativamente da história, e ninguém fica com ponta solta. Em suma: Emma é uma obra de arte. Tem uma história incrível, arte fantástica e um enredo emocionante. Recomendadíssimo, queridos leitores!

Espero de coração que tenham gostado, e, caso leiam (ou tenham lido), troquem figurinhas! *w* Beijos a todos, e até a próxima!

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By Shana • quarta-feira, 18 de janeiro de 2017 • 3 ComentáriosLink to this post


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