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Olá! Você acaba de chegar no Hishoku no Sora, um blog pessoal sem fins lucrativos. Aqui a gente fala de tudo um pouco - então fique à vontade e celebre conosco nossos 13 anos de blogosfera! <3


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Kawasumi Shana, 24 anos e contando +1 todo dia 7 de fevereiro - logo, sou toda aquariana. Adoro música, mangás, animes, filmes e livros. Odeio insetos, injeções e filmes de terror, sou criativa e contraditória, possivelmente tenho um parafuso a menos - mas juro que sou legal. Ou não.more?

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Hishoku no Sora
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A vida passou e foi me levando

Saudações a vocês, queridos leitores! Faz alguns dias que estou ensaiando um post pro blog, mas tenho vivido um misto de acontecimentos e cansaço - que me levaram a gastar meu tempo livre na cama, fazendo nada além de dormir. Mas depois de duas semanas muito corridas, a vida vai voltando aos eixos sem deixar de acontecer, e eu estou tentando me adaptar à minha nova rotina.
Como eu já havia mencionado aqui no blog, neste mês eu me formei, e com isso me mudei de volta para a capital. Cheguei até a postar um texto sem pé nem cabeça sobre os sentimentos de me graduar e de deixar toda uma vida de 5 anos para trás, mas eu estou bem com tudo isso. Agora é hora de atualizá-los, porque a vida aconteceu nessas últimas duas semanas e foi me levando pra tudo o que foi lugar. Sigam-me os bons, que a história é longa.
Primeiramente fora temer, eu mencionei brevemente por aqui que faria uma viagem - e eu a fiz, estive em Presidente Prudente entre os dias 31 de março e 4 de abril. Passei os dias na casa de um amigo (que fez questão de pagar a minha passagem pra garantir que eu o visitaria), e dessa vez consegui visitar mais alguns pontos da cidade. Já fiz uma viagem pra lá, mas como foi curtinha, vi pouca coisa. Tirei fotos, conheci muitas pessoas e comi muitas coisas gostosas, então pretendo fazer uma postagem completinha pra vocês.
De volta a Assis, a cidade na qual morei por 5 anos, no interior, começou a minha correria. Eu já tinha embalado grande parte das minhas coisas - que consistiam majoritariamente de roupas, cadernos e livros -, mas eu precisava desfazer a casa. Ninguém leu errado: eu precisava literalmente me desfazer da minha casa, de todos os móveis e eletrodomésticos. Pra começar, eu voltei a morar na casa da minha mãe, e ela tem tudo o que precisa por aqui (talvez a gente tenha até móveis demais, se querem saber). Segundo, por quaisquer que sejam os motivos, a voltagem em Assis é 220v, enquanto em São Paulo é 110v. Nem que eu quisesse, eu poderia aproveitar alguma coisa, então deixei tudo de lado. Além disso, precisava de grana pra dar conta de algumas despesas, então o melhor foi vender tudo mesmo. Depois de muita correria, negociações e entra e sai de gente da minha casa, até o dia 9 consegui vender todas as coisas. Deixei parte do dinheiro com mamãe, pra pagar as despesas da viagem, e guardei o resto para os gastos que teria aqui em SP.


Falando de viagem, bem, eu e minha mania de ir e voltar no assunto. Essa correria de vendas e de família viajando se deu porque eu tive minha cerimônia de colação de grau no dia 7 de Abril - e foi tudo lindo, com direito a cozinhar dentro da beca, gritar fora temer na hora do discurso, militância e tudo o que uma colação de grau de universidade pública precisa ter. O discurso da nossa oradora foi totalmente irreverente e aprovadíssimo pela minha pessoa (que na verdade era suplente e, portanto, ajudou a escrever o discurso), além de ser encerrado com a música Por Enquanto, porque a gente vai nessas coisas pra chorar mesmo, né non? Aconteceram uma série de homenagens, atrasos e nós só descobrimos como iríamos entrar no salão na hora mesmo, mas deu tudo certo. Não sei se a minha ficha caiu na hora e confesso que não fiquei tão emocionada e chorosa como meus colegas. Mas acho que eu queria tanto me formar que a colação acabou sendo só mais uma etapa a cumprir pra mim, e embora tenha rolado toda uma pompa e fotos pra lá e pra cá, eu terminei só querendo terminar mesmo. Fico me perguntando até agora se eu esperei tanto por isso que só me senti satisfeita e nada mais. Enfim, foi lindo, mas mais lindo mesmo foi sair com os amigos e comer besteira depois da cerimônia -qqq
No fim de semana, terminei de vender as coisas (como já disse, por que estou repetindo isso?) e almoçamos com os parentes (pois, vejam bem, tenho parentes em Ax). No domingo antes do almoço já estávamos na estrada e já pela noite eu estava em minha velha-nova-casa. A princípio a chegada foi um verdadeiro pesadelo porque meu quarto (que é pequeno e o qual divido com meu irmão) ficou inabitável, e por alguns momentos nós duvidamos se ele era realmente um quarto - mas eventualmente eu consegui desempacotar tudo e arrumar as roupas e ~coisas~ no guarda-roupa. Então nessa semana eu vivi os dois extremos abaixo:


Vocês não devem conseguir notar na foto, mas as malas estavam vindo até metade do ambiente, então percebam o caos com o qual eu estava lidando.
Entre essa arrumação (que tomou cerca de 10h da minha vida - porque sim, eu contei), eu ainda passei dois dias correndo em vários lugares pra regularizar minha documentação. Aproveitando pra disseminar informação, porque Hishoku também é cultura, todo psicólogo precisa de um registro pra atuar no país - e ele só tem validade nacional, diga-se de passagem. Sendo assim, na segunda-feira (sim, logo após chegar de viagem), eu saí pela cidade pra fazer cópias de tudo que era documento, fazer cartão de ônibus e autenticar documentos em cartório. Na terça, fiquei das 10h da manhã até as 18h no Conselho Regional de Psicologia de São Paulo - porque além de passar a manhã preenchendo fichas e solicitando meu registro, precisei ver uma palestra a tarde pra retirar minha CIP (Carteira de Identidade Profissional), ainda que provisória. O resto da semana se deu em arrumação mesmo, porque bem, já mostrei as ibagens pra vocês.
Com isso, posso declarar com muita felicidade e paz de espírito que: sou uma psicóloga regulamentada no país. Agora me contratem por favor, obrigada de nada.
Minha sexta foi gasta relaxando um pouco, porque, bem, eu merecia depois da semana que tive. Passei a tare toda assistindo Charmed com mamãe, e chegamos na terceira temporada. No sábado, eu e uma amiga fomos até o Hachi, pois temos um quase-juramento de conseguir todos os crepe festivos deles.


O Hachi, que eu já citei algumas vezes aqui, é um Café e Creperia que fica na Liberdade. Eles costumam fazer crepes especiais e limitados em datas comemorativas - o que assegura que ao menos eu e minha amiga frequentemos constantemente, hahaha!
O crepe especial de Páscoa estava um pouco mais carinho que o de natal - pagamos R$ 20,00 nele. Contudo, acho que ele estava mais elaborado e vinha mais chocolate, então o preço continuou valendo a pena. Além do sorvete de recheio e a massa de chocolate, vieram morangos, lascas de chocolate (por ele todo), e no topo havia chantilly de maracujá (DOS DEUSES ESSE NEGÓCIO), um ovinho de chocolate trufado com recheio de maracujá (SIM), uns 'chips' de chocolate deliciosos e um pocky. O negócio é simplesmente maravilhoso - minha única reclamação é ele não ficar pra todo o sempre no cardápio.
Aliás, não foi só no Hachi que adocei minha vida nesta semana. Tanto minha mãe quanto minha avó paterna sempre me presenteiam com chocolate nessa época do ano, e não foi diferente dessa vez.


Ambos os ovos são da Cacau das Artes, uma empresa aqui da região metropolitana de São Paulo (Embu das Artes, pra ser mais específica). O chocolate deles é bem concentrado, ainda que ao leite, não derrete só de olhar e nem parece uma massa meio esquisita. Tanto o aroma quanto o sabor são maaaravilhosos! A empresa tem crescido nos últimos tempos e oferece um chocolate artesanal de muita qualidade, além de afirmar que não adiciona glúten na fórmula - pra quem quiser ficar de olho, eles têm uma página no facebook. Acredito que façam chocolate o ano todo, então tá recomendadíssimo dar uma conferida! ♥
Outra delícia dessa semana foi uma caixa de chás sortidos que ganhei de mamãe (ela é um doce, não?). A marca chama-se T2 - Tea & Teaware, e embora eu ainda não tenha experimentado todos, estou completamente apaixonada!


O único problema? A marca é australiana. Mamãe na verdade ganhou a caixa com os chás de um chefe, mas como sabe que eu tenho uma coisa louca com chás, passou pra mim. Meu coraçãozinho está doendo por saber que a cada chá que tomo, menos um pra aproveitar. A propósito, caso alguém saiba de algum lugar que venda esse produto, favor compartilhar comigo, porque estou sofrendo </3
Até o momento experimentei o Chai e o Earl Grey deles. Os dois são maravilhosos, aromáticos e pasmem: dá pra usar as bolsinhas mais de uma vez. Isso mesmo: cada bolsinha de chá rende umas três xícaras cheias! Na verdade, canecas - fiz uma vez em uma de 300ml e mais duas em uma de 200ml.
O truque é o seguinte: eu peguei o costume (talvez não tão saudável) de guardar a bolsinhas de chá usadas apenas uma vez em um potinho na geladeira. Nada de guardar por dias, viu? No máximo de hoje pra amanhã. Quando juntava duas, colocavas ambas de novo em água quente e usava mais uma vez. Como tinha gostado dos chás dessa marca, resolvi guardar as bolsinhas pra fazer mais uma vez - com menos água e tal, porque as ervas depois de aquecidas vão perdendo as "propriedades" e o chá fica mais fraco, digamos assim. Fiquei surpresa: usei mais duas vezes e o chá estava forte! Pra mim, isso é sinal de que as ervas são de qualidade e duram mesmo, e o chá continua aromático e saboroso!
Claro, vale ressaltar que isso é um truque de economia meu e que talvez não seja saudável. Ainda assim, estou surpresa e estou carregando a T2 no meu coração pra todo o sempre, anotem isso!
Passadas minhas descobertas gastronômicas e minha correria diária, encerrei a semana com um almoço em família no domingo. Foi divertidíssimo, porque minha avó materna (que mudou-se de Assis pra São Paulo junto comigo) nos contou várias histórias da família, junto com minha tia-avó, irmã dela. Reunimos tios e primos e passamos a tarde conversando. Foi especialmente agradável porque minha família materna tem se separado muito nos últimos anos, e foi bacana ver todo mundo junto de novo.
De resto, eu confesso que agora estou deixando a vida me levar. Ando num bloqueio criativo bem desagradável, mas também estou tentando assimilar o fato de que preciso me acostumar com a nova rotina - embora o quarto esteja arrumado e os pacotes tenham sumido, a minha vida precisa se assentar em São Paulo. Eu e meu irmão ainda queremos organizar algumas coisas em nosso quarto (e estamos nos divertindo consideravelmente com a ideia), mas aos poucos eu tenho tentado colocar meu dia nos eixos e me acostumar com o novo ambiente. Ainda que eu goste de pensar que a rotina atual será provisória, porque arranjarei emprego em breve, sei que por hora essa é a minha vida agora, e tenho tentado retomar coisas que tinha abandonado nos últimos meses - minhas leituras, meu livro de colorir, meus hobbies antigos. Encontrei meus antigos cadernos de assinaturas, mensagens e o caderno que usava pra escrever poesia, além de uma pasta com vários rascunhos que eu quero reler, separar e organizar. De uma certa forma, eu voltei pra minha velha casa, mas voltei uma eu totalmente nova, e agora preciso colocar as duas coisas em harmonia. O negócio é dar tempo ao tempo e a mim mesma, e tenho tentado me encontrar nesse caminho. Bom, eu acho, né, hahaha!
Isso dito, eu termino o post de hoje por aqui. Estamos todos devidamente atualizados acerca de minha vidinha emocionante, todos sabem que estou viva e eu espero de coração não acabar sumindo enquanto estou nessa aventura de me reencontrar, hahaha! Beijos pra vocês todos e até a próxima! o/

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By Shana • terça-feira, 18 de abril de 2017 • 6 ComentáriosLink to this post


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