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Saudações, visitante! Neste momento, você se encontra no Hishoku no Sora, um blog pessoal sem fins lucrativos. Aqui se fala de tudo um pouco, então fique à vontade!
A versão atual é inspirada no filme Corpse Bride, de Tim Burton - estrelando a protagonista Emily ♥

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Kawasumi Shana, 24 anos e contando +1 todo dia 7 de fevereiro - logo, sou toda aquariana. Adoro música, mangás, animes, filmes e livros. Odeio insetos, injeções e filmes de terror, sou criativa e contraditória, possivelmente tenho um parafuso a menos - mas juro que sou legal. Ou não. more?

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Hishoku no Sora
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I have heard a rumor from the angels~

Saudações, meu caros leitores! Vou começar essa postagem agradecendo aos docinhos que leram e comentaram a postagem anterior - obrigada, meninas! Espero que não se preocupem demais com isso - visto que são questões com as quais eu de fato convivo diariamente há uns bons anos. Hoje estou um pouco mais animada, e decidi que precisava fazer aquele post pra atualizar as pessoas, já que uma série de coisas aconteceu e eu acabei dando preferência à blogagens e desabafos - que, bem, foram legais, mas me levaram a acumular assunto. Então o post de hoje é longo, fotográfico e cheio de coisas acontecendo. Espero que estejam preparados pra isso e que não seja tão tedioso pra vocês, HAHAHA!
Pra começar, a última vez que falei da minha vida diária por aqui, eu mencionei que ia viajar com minha avó no dia 30 de Julho - e, bom, eu de fato viajei. Minha avó participa anualmente de uma excursão pra Aparecida, uma cidade do interior de São Paulo que praticamente revolve sobre Nossa Senhora da Conceição 'Aprecida', e é o segundo ano que me arrasta junto com ela (e até meu irmão foi de bônus). Já falei desse lugar aqui, mas como dessa vez eu estava munida de um celular com uma boa câmera (meu Vibe C2, eu te amo ♥), tirei muito mais fotos pra mostrar! Sigam-m os bons~



Bom, como já mencionei, Aparecida é uma cidade do interior, e ela é bem... católica. A história é a seguinte: em  1717, três pescadores encontraram uma imagem de Nossa Senhora da Conceição em sua rede de pesca - primeiro o corpo, depois a cabeça -, e é por isso que ela é chamada "aparecida". A imagem desde então tem sido alvo de devoção, principalmente por ter trazido muitas graças e milagres aos seus fiéis. A santa ganhou capela, atraiu mais e mais pessoas e recebeu sua basílica, e em 1928, a vila que se instituiu em suas redondezas emancipou-se de Guaratinguetá, transformando-se na cidade que conhecemos hoje por Aparecida - ou "Aparecida do Norte", por conta da Estrada de Ferro do Norte, uma das principais rodovias do Brasil (informações retiradas da Wikipedia).
Apesar de todo o catolicismo, Aparecida é um verdadeira ponto turístico - primeiro, porque Nossa Senhora Aparecida é a padroeira do Brasil, e segundo porque sua basílica é o 4º santuário mariano mais visitado no mundo. Ou seja: a cidade está preparada pra receber turistas, então tem uma série de coisas pra fazer.
Como minha avó vai por conta de sua religiosidade (e a excursão acontece das 5h30 as 14h), a gente não costuma se movimentar muuuito pela cidade, e nossas atividades ficam mais dentro e aos arredores da basílica. Então vamos falando disso por enquanto.
A basílica

Chamada Catedral Basílica de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, ou Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, a construção não é a primeira basílica original feita para a santa - essa, chamada de Basílica Velha, se encontra na "cidade velha", acessível por uma espécie de ponte/passarela bem longa. 
A Basílica Nova, embora um símbolo de devoção e religiosidade, é na verdade um show de arquitetura. Primeiro: ela tem o formato de cruz grega, o que eu acho o máximo; segundo: tem um estilo neorromânico, com várias superfícies arredondadas do lado de fora e muitos, muitos arcos, dentro e fora do edifício. Do lado de fora ainda tem uma fila com esculturas dos 12 apóstolos (vocês conseguem ver alguns na foto acima) e, bom, resumindo: é de tirar o fôlego. Eu imagino que qualquer estudante de arquitetura ou profissional da área ficaria encantado com a basílica, porque eu não entendo nada e fico absolutamente admirada!


Nos últimos anos, a basílica esteve em um longo período de reformas, e acho que nessa visita elas já tinham se encerrado. Como chegamos cedo, assistimos à missa das 5h30, e deu pra dar uma boa admirada na igreja por dentro. De novo: é de tirar o fôlego. Há uma infinidade de ilustrações com mosaicos, quase um exagero de ladrilhos dourados, e eu me sinto rodeada por beleza literalmente. A basílica é enorme de alta, e os desenhos e decorações vão do chão ao teto; os mosaicos vão contanto histórias da bíblia, tem escrituras e gravuras e, de verdade, é muito lindo. A viagem vale a pena só pra ver a basílica de perto - e eu tirei foto de tantas coisas que as pessoas devem ter me odiado por ficar parando a cada 10 passos -qqq


Bom, religiosos ou não, acho que não tem muito sentido visitar Aparecida e não visitar a Santa. A imagem fica dentro da basílica, e tem um acesso a um corredor que nos permite vê-la muito de perto - ainda que protegida por vidro e tal. A parede é toda revestida em azulejos azulados, com gravuras e escritos, e o local onde a santa fica é revestido de vários materiais dourados (como dá pra ver pela foto). É bonito, mas é difícil de visitar depois das 7h porque LOTA, MUITO - como a gente chega na cidade por volta das cinco da manhã, podemos entrar rapidinho e gastar quanto tempo quisermos rezando, tirando foto e tudo o mais, então recomendo visitar logo cedo.
Uma coisa que descobri (e achei bacanésimo) é que o motivo de Nossa Senhora Aparecida usar uma coroa dourada e um manto azul é porque a Princesa Isabel os deu de presente a ela em 1888, como pagamento por uma promessa. A coroa e o manto usados hoje não são os mesmos, mas depois da coroação da santa em 1904 (imagino que como padroeira do Brasil), os dois foram mantidos na imagem.


Um dos meus lugares prediletos na basílica, a Capela das Velas é uma sala onde as pessoas em geral pagam promessas. Nada mais é do que uma sala espaçosa na qual as pessoas ofertam velas para a Santa - algumas são muito compridas, as famosas velas de metro, e têm um suporte próprio pra elas, mas há também uma espécie de  mesa em pedra onde podemos colocar velas menores (e é um pouco assustador, porque é cheio de fogo e cera e me dá a sensação de que vou queimar só de chegar perto).
É muito comum que as pessoas façam promessas à Santa e tragam velas com sua altura pra ela. Há dois locais pra comprá-las no santuário, e nos arredores da basílica é mais do que comum ver pessoas carregando as velas compridíssima pra lá e pra cá.
Eu particularmente gosto do local porque ele é visualmente bonito - conta apenas com a iluminação de fora, pelos 'buracos' na parede (vide foto) e com a luz das velas na mesa e nos suportes. É meio poético, meio etéreo, e rende ótimas fotos.
Antes que se preocupem: o lugar tem uma espécie de filtro pra absorver  poluição da cera conforme ela queima, então é bem seguro. Só é preciso cuidado pra, bem, não enfiar a mão no fogo, ou algo do tipo.
O Programa de TV

Assim como da última vez, nós fomos arrastados pela minha avó pra um programa de auditório que ela adora. A questão é que dessa vez ela comprou os ingressos com um mês de antecedência e, bem... ficamos na primeira fila.
O negócio dos programas de auditório é que eles são extremamente cansativos. Sim, assim como a gente vê nos filmes e séries, alguém fica indicando quando devemos levantar, dançar, bater palmas, etc, etc, e os apresentadores pedem empolgação antes de irmos ao ar porque, bem, é ao vivo. A platéia realmente precisa parecer animada - e ficar dançando, batendo palmas e aparentar empolgação por 3 horas é consideravelmente cansativo.
Fora isso, é muito legal. A gente está acostumado a ver a coisa pronta na TV e não faz ideia do quanto acontece por detrás das câmeras. É muita gente correndo, organizando e sinalizando coisas - mas, em parte, a gente também nota o quanto muitas coisas são artificiais, e eu acho que isso tira um pouco a magia do negócio. Outra coisa bacana é que visitar um programa sertanejo é meio que passe livre pra um show musical, porque tem uma banda e várias duplas tocando e cantando, então a gente acaba se divertindo por isso também - sem contar as pessoas que dançam de verdade: do nosso lado havia um casal de gaúchos, vestidos a caráter, que dançavam divinamente bem! Era literalmente um espetáculo a parte.
Além da vivência, a gente acabou ganhando CDs de brinde, além de interagir mais com os apresentadores por estar na frente (minha avó dançou com um deles, inclusive). Num geral é uma experiência interessante, divertida e que vale a pena repetir - só não semanalmente. Nem mensalmente. Meus bracinhos não aguentam. *dies*
Comprinhas e aleatoriedades

Depois do programa, nós fomos até a feira de rua gastar passear um pouco e de lá nos dirigimos à praça de alimentação. Almoçamos e voltamos ao ônibus, e partirmos de volta pra São Paulo pontualmente as 14h.
Lá pelo meio da viagem paramos em algum lugar que faz coisas de milho - e vou ficar devendo o nome porque foi bem rápido e eu não faço ideia de onde estávamos. Mas por lá experimentei uma coisa que suponho existir em qualquer lugar: suco de milho. Nada muito inovador, mas eu não podia fazer um post turístico sem citar ao menos alguma coisa de comer ou beber, não é mesmo?
O copo com 300ml saiu R$ 6,00, o que não é exatamente barato. O suco é doce, grosso e bem gostosinho - é quase como beber sorvete derretido. Parece uma coisa meio louca (tipo suco de tomate, ou doce de tomate), mas é uma delícia, então fica aí a recomendação mais fajuta e meia-boca que já fiz nesse blog.
Por volta das 17h já estávamos de volta a São Paulo, e de domingo pra segunda eu só dormi profundamente.


Embora não tenha nada a ver com o assunto da viagem, acabei comprando chinelinhos novos. Me acompanhem no causo: lá pra 2012 eu decidi que precisava de um chinelo charmosinho que não fosse chamativo, e comprei um pretinho da Ipanema com uma estampa de lacinhos bem discreta. Estava muito feliz e contente com meu chinelinho, embora ele estivesse velho, quando certo dia estava andando pela casa e ele ficou pra trás.
Ué?
Achei que a alça tinha desencaixado ou algo do tipo, mas percebi que o chinelo saiu do meu pé. Quando olhei atentamente, notei que a alça tinha arrebentado.
Na junção do meio.
Em cima.
Num local que simplesmente não dava pra arrumar.
Aceitei meu destino e remendei o bendito com fita isolante e um grampeador, porque pobre se vira com o que tem, e fiquei esperando juntar alguma graninha pra comprar um novo. No dia da viagem, vovó me deu dinheiro pra que eu comprasse algo que gostasse, mas nada tinha me atraído muito na feira. Lembrei do chinelo e resolvi procurar por algo. Nada que me agradasse - quase todos os chinelos tinham cores vibrantes ou laços enormes nas alças, e quando gostava de algum. não tinha meu tamanho - a tragédia de ter um metro e meio (e oito centímetros) e calçar um incrível 39.
Mais uma vez convencida de que eu só me fodo nessa merda sou azarada por natureza, aceitei meu destino (de novo) e fiquei com meu dinheiro no bolso. Achei que meu drama se encerraria quando fui com mamãe ao mercado, recarregar nossa despensa. Resolvi olhar os chinelinhos e
Pelo
Amor
de
Cher
30 reais nos chinelos mais discretinhos. Fucking 27,90 num calçado de plástico que sequer cobre os pés! Dessa vez não aceitei o destino - fiz questão de continuar vivendo com meu chinelinho remendado sim senhor, que afronta!
Prestes a desistir da vida - e a ponderar como seria viver descalça, embora eu odeie andar descalça pela casa -, resolvi averiguar os preços no shopping perto de casa. Já fui para a exploração descrente e sem intenção de sucesso, quando entrei num Carrefour e encontrei ele. A belezinha. Toda colorida e estampa e de fundo preto. Um chinelinho por R$ 19,90.
HELL YEAH MOTHER FUCKERS!
Moral da história: tenho chinelinhos novos, lindos de morrer, com um fundo que não vai ficar encardido em uma semana, e paguei mais barato no que nos mercadinhos e lojas de sapato que visitei. Estou totalmente satisfeita, e que sirva de lição: não desistam de procurar, crianças! É possível realizar seus sonhos, digo, encontrar um chinelo decente e empiriquitado por um preço aceitável.
Glória a Cher nas alturas, meus caros. Glória a Cher.
E o que anda acontecendo?
Depois da viagem e da caça aos chinelos, eu passei meu tempo em casa fazendo o mesmo que tenho feito desde meados de abril: vários nadas. Eu finalmente dediquei um pouco do meu tempo para assistir algo, e acabei maratonando as temporadas 5  e 6 de RuPaul's Drag Race - possivelmente um dos melhores reality shows da nossa era. Aproveitei também o tempo de espera na terapia pra retomar a leitura do livro Dragões, do Andreas Göbling, e embora tenha conseguido avançar bastante, continua uma leitura um pouco estranha. O destaque do mês, contudo, vai pra gincana do Onigiri Quase Prédio, que rolou agora durante todo o mês de Julho. Pra que não acompanhou, eu vos trago a seguinte informação:


FUCK YEAH MOTHER FUCKERS!
Embora eu e a Mie-chan sejamos uma dupla estreante, que se enfiou na gincana sem nem saber direito o que esperar, alcançamos o pódio! A parceria foi ótima, foi divertidíssimo trabalhar com ela (e fofocar enquanto trabalhávamos também) e acho que a gincana nos aproximou um pouco mais ♥ Estou felizona com o resultado! Aproveito para agradecer a Sii pela diversão (tirando o último desafio. Eu nunca vou te perdoar por ele.) e a todos os moradores do Onigiri que fizeram plaquinhas pra nós *w*/ Vocês são todos lindos!
Infelizmente, como sempre, nem só de acontecimentos felizes foram feitas as últimas semanas. Acredito que mencionei aqui pelo blog que aproveitei a vida de desempregada pra ir ao médico fazer um check-up - afinal, faziam 5 anos que eu não mantinha nenhum tipo de acompanhamento acerca da minha saúde. A primeira consulta foi ok, os encaminhamentos foram realizados e aí, bem. Aí aconteceu aquilo que eu já esperava, né. O hemograma.
Pra quem não sabe, devido a uma série de acontecimentos traumáticos na minha infância, eu tenho fobia de agulhas. Num geral, eu sempre entro em pânico e tenho crises de choro quando preciso fazer algum exame ou tomar injeções, mas nunca passou muito disso. Então vocês imaginem o susto que eu dei na minha avó (e em mim mesma) quando quase desmaiei segunda-feira - com direito a ficar tão pálida que até minha boca perdeu a cor (palavras de vovó). Algo me diz que fiquei tempo demais sem me submeter ao exame e não estava totalmente preparada pra enfrentar meus medos de novo - embora a enfermeira tenha sido extremamente habilidosa, delicada e eu só tenha sentido a agulha entrando e saindo mesmo. Depois de ficar com o corpo dormente e uma onda de náusea, consegui sobreviver e chegar em casa em segurança - mas fiquei tão, tão tensa, que meu braço ficou dolorido a semana toda. Bom, lidemos - ou não. Espero não ter de fazer outro por ao menos 12 meses *cries*
Por fim, é com meu causo trágico que encerro essa postagem. Caso estejam cansados porque ela foi extremamente longa, lembrem-se: eu avisei. Agora que estamos todos devidamente atualizado sobre minhas peripécias, voltaremos à programação normal - isso é, se eu conseguir resenhar todas as coisas as quais me propus. Na pior das hipóteses, tem meme pra responder. #pose
Por hora, encerro aqui. Beijinhos a todos os bravos leitores que leram até o fim, e até a próxima!

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By Shana • domingo, 13 de agosto de 2017 • 3 ComentáriosLink to this post


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