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Hishoku no Sora
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Kawasumi Shana. 25 anos, somando +1 todo dia 07 de Fevereiro. Aquariana. Adoro música, mangás, animes, filmes e livros. Odeio insetos, injeções e filmes de terror, sou criativa e contraditória, possivelmente tenho um parafuso a menos - mas juro que sou legal. Ou não. more?

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Mulheres na Literatura: seus marcos e suas histórias
23.3.18 • 3 ComentáriosPermalink


Saudações, queridas leitoras e queridos leitores!
Dessa vez eu nem demorei tanto, não é mesmo? Pois bem - a postagem de hoje é duplamente especial. Primeiro, porque estamos falando sobre mulheres incríveis no chamado "mês das mulheres" (que foi apropriado pelo capitalismo, mas originalmente era pra lembrar a luta das mulheres contra a violência que sofrem da sociedade). Segundo, porque faz parte de uma atividade do Together, que eu estou realizando junto com a Helo! ♥ Sendo assim, não deixem de passar aqui no blog dela pra ver a outra parte desse post!
Quando sugeri esse como um dos temas dessa atividade, fui inspirada por umas conversas que tive com a Tenie. Quando falamos de literatura, citam-se vários "clássicos" - vários livros que são, em sua maioria, escritos por homens, com protagonistas homens. Quando uma mulher aparece, ela é geralmente um interesse romântico ou o estopim para algum conflito/evolução de personagens masculinos. Nesse sentido, acho que somos levados a acreditar que as mulheres não têm um papel muito notável na literatura, visto que não estudamos suas obras, suas histórias, suas participações - como se elas não existissem.
O que na verdade é um engano. Que vivemos em uma sociedade machista, todos sabemos (e se não sabem, vale lembrar que o pior cego é o que não quer ver). Sabemos, também, que as mulheres foram conquistando muito lentamente algum espaço na sociedade, e os protagonismos parecem poucos e recentes. Meu ponto ao falar tudo isso é o seguinte: nisso, também, nós fomos enganadas.
Temos, sim, muitos momentos, obras e marcos literários protagonizados por mulheres. Eu podia me estender em toda uma reflexão feminista nesse tema, mas decidi que enaltecer essas irmãs era muito mais interessante. Assim, nesse post pretendo falar um pouquinho de alguns desses marcos e conquistas - uma breve apresentação mesmo, pra mostrar que temos mulheres na literatura, e não é só como protagonista de romance não!

O primeiro romance da história
Genji Monogatari, ou A História dos Genji, é considerado o primeiro romance literário do mundo. Escrito no século XI, durante o período Heian da história do japão, e ele é atribuído o gênero de romance psicológico.
Essa obra tão marcante foi escrita por uma mulher: Murasaki Shikibu, uma dama de companhia da corte. Embora muitas pesquisas tenham revelado que se trate de uma obra de autoria "compartilhada", por assim dizer, é um fato fantástico por dois motivos: o primeiro, pela participação de uma mulher num marco histórico tão importante da literatura e, em segundo, pela sua coragem - afinal, as mulheres daquela época sequer podiam ter acesso à linguagem culta, que era exclusiva dos homens -, além de seu talento.
A gente nem começou a história da literatura direito, e já temos mulheres participando dela. Já tá bom pra vocês?

Reconhecimento e premiações
Outra coisa que eu acho importante mencionar aqui são as conquistas e premiações conquistadas por mulheres - que não são tão poucas assim, mas que podiam ser muito mais, sendo honesta. Mulheres talentosas não nos faltam - observem:
O primeiro Prêmio Nobel de Literatura atribuído a uma mulher veio em 1909, sua décima edição. A honra foi entregue à Selma Lagerlöf, que não é só vencedora de um prêmio de tal magnitude, como foi também a primeira mulher a ingressar na Academia Sueca (1914) e é uma das figuras literárias suecas mais lidas e de maior reconhecimento internacional - sim, incluindo seus companheiros homens. Selma começou a escrever para ajudar sua família, que passava por problemas financeiros em decorrência da doença de seu pai e das dívidas de seu irmão. Seu desejo era recuperar a propriedade da família, perdida em 1885.
Outro nome de destaque - esse mais contemporâneo, é Nora Roberts. Romancista famosíssima em todo o mundo (e escritora favorita da minha mãe), Nora foi a primeira mulher a ingressar no Hall da Fama de Romancistas Americanos (trad.liv. de "Romance Writers of America Hall of Fame"). Livros de Nora (também sob o pseudônimo de J.D.Robb) aparecem na lista de best-sellers do New York Times desde 1999 - desde então, seus livros mantiveram-se na lista num total de 1,045 semanas, o que equivale a 20 anos consecutivos de best-sellers semanais. Em 2009, Nora tinha mais de 400 milhões de cópias publicadas mundialmente, divididas em 34 países.
Mas não só de estrangeiras podemos fazer essa lista - um nome de destaque aqui nas terrinhas tupiniquinhs é Rachel de Queiroz, que é só a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras e a primeira mulher a receber o Premio Camões, atribuído a  "[...] autores que tenham contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural da língua portuguesa". Rachel começou sua carreira no jornalismo aos 15 anos, no jornal "O Ceará", e ficou nacionalmente conhecida ao publicar o romance "O Quinze", aos 19 anos. Na época, destacou-se pelo desenvolvimento psicológico de suas personagens e pela suas preocupações sociais, escrevendo sobre a batalha do povo nordestino contra a miséria e a seca.
Outra brasileira de destaque - e cujos contos muitos de nós lemos na escola - é Lygia Faguntes Telles. Primeira mulher brasileira a ser indicada ao Nobel de Literatura, venceu vários (se não todos os) prêmios de literatura do Brasil, além de ser a 2ª brasileira - e a 4ª mulher - a receber o Prêmio Camões. Ingressou também na Academia Paulista de Letras, na Academia Brasileira de Letras (ocupando a cadeira 16), além da Academia das Ciências de Lisboa.
Tá bom ou quer mais?

Personagens femininas empoderadas
Por fim, além das fantásticas mulheres da realidade, que conquistaram seu espaço no mundo literário, temos muitas mulheres fortes e de destaque na ficção também. É claro que eu jamais poderiam citar todas, mas deixo aqui duas em especial, que me chamam a atenção e que me marcaram de alguma maneira.

Hua Mulan • Não se sabe até hoje se a lendária guerreira do folclore chinês de fato existiu ou se é apenas fruto da ficção. O que se sabe é que, lenda ou realidade, Mulan é um modelo de força feminina. Graças à adaptação animada da Disney da balada chinesa, sua história é muito conhecida: a jovem que disfarçou-se de homem para poupar seu pai, e lutou por seu povo durante 12 anos no exército chinês. Da animação, sabemos que ela não se adequava aos padrões de feminilidade de sua época, e que lutou para mostrar que todos podem lutar e serem honrados independente de sexo ou gênero. Com isso, Mulan é um símbolo de empoderamento, de liberdade e de força para todas as meninas e mulheres.

Capitu • A mulher mais enigmática da literatura brasileira - ou não. Embora discuta-se muito sobre sua fidelidade - ou falta dela -, Maria Capitolina Santiago foi muito mais do que a esposa de um protagonista. Dona de "olhos de cigana oblíqua e dissimulada", Capitu é descrita como uma jovem (e posteriormente  adulta) inteligente, pró-ativa, criativa, empoderada e protagonista de sua própria história. Infelizmente, é retratada de maneira muito suspeita pela narrativa de um homem infantil e enciumado, que na verdade sempre temeu o óbvio: que Capitu, tão forte e livre, voasse pra longe dele. Afinal, ela era mais mulher do que Bentinho era homem, não?
Caso queiram saber, acredito na inocência de Capitu, injustamente difamada como adúltera por um homem infantil, ciumento e que perdia-se constantemente nas próprias fantasias.

• Fontes •
Murasaki Shibiku, Genji Monogatari, Nobel da Literatura, Selma Lagerlöf, Nora Roberts, Did You Know? Facts about Nora, Premio Camões, Rachel de Queiroz, Lygia Fagundes Telles, Hua Mulan, Capitu.

Por fim, essa é minha contribuição para o tema. Confesso que gostaria de ter feito mais - afinal meu post tá bem curtinho em compração ao da Helo -, mas o que anda rolando por aqui é falta de tempo e desorganização com o pouco dele que me resta -q Eu podia ter citado outras mulheres fantásticas, como a Simone de Beauvoir e a Virginia Woolf - engajadas em textos feministas, filosóficos e sociais-, algumas autoras da psicanálise como Melanie Klein e a própria Anna Freud - com suas contribuições práticas e teóricas fantásticas -, ou ainda Clarice Lispector e Cecília Meireles; enfim, uma série de nomes cabiam aqui. o ponto é: tem muita mulher pra ser enaltecida, seja na literatura internacional ou na brasileira. O que falta, meus caros, é um pouco de vontade mesmo.
De qualquer forma, eu termino esse post por aqui. Não esqueçam de ver a outra parte dele, com as dicas da Helo, sobre obras fantásticas de mulheres ainda mais fantásticas! ♥ E para todas as mulheres e meninas que leem esse blog, que essa lista sirva para lembrá-las de que somos fortes, talentosas e tem lugar pra gente em todo canto desta sociedade. Não se deixem vencer!
Dia 27 é aniversário do Hishoku, então logos nos vemos de novo, meus caros :* Beijinhos e até a próxima!

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